O ex-governador Romeu Zema, pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta segunda-feira, dia 20, que pretende levar sua candidatura até o fim e que a direita deverá se unir em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração foi feita durante entrevista à CNN Brasil.
Segundo Zema, a presença de vários nomes no campo da direita pode dificultar a estratégia eleitoral da esquerda, ao dispersar ataques e críticas. Ele avalia que esse cenário amplia as chances de competitividade no primeiro turno e fortalece a convergência entre candidatos em uma eventual segunda etapa da disputa.
Durante a entrevista, o pré-candidato destacou que pretende manter sua campanha ativa até o final do processo eleitoral. Para ele, a diversidade de candidaturas no espectro político conservador não impede uma futura união, mas sim contribui para ampliar o debate e mobilizar diferentes perfis de eleitores.
Zema também buscou reforçar sua imagem como gestor, ressaltando sua trajetória no setor privado antes de ingressar na política. Ele afirmou ter atuado como empreendedor por 30 anos, período em que percorreu diversas regiões de Minas Gerais, acumulando experiência na expansão de negócios e geração de empregos. Segundo ele, essa vivência permite compreender melhor os desafios enfrentados por quem trabalha e empreende no país.
Ao mencionar outros nomes da direita, como Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado, Zema afirmou que sua trajetória empresarial o diferencia no cenário político. Ele defendeu que sua experiência pode contribuir para apresentar soluções práticas para a economia e para a gestão pública.
Sobre a composição de chapa, o pré-candidato disse ainda não ter definido um nome para a vice-presidência, mas indicou preferência por um perfil que represente diversidade, mencionando a possibilidade de escolher uma mulher ou uma pessoa negra. A escolha, segundo ele, deve considerar tanto aspectos políticos quanto simbólicos.
Zema também avaliou o cenário eleitoral atual, afirmando que há um sentimento de insatisfação entre os eleitores. Ele comparou o momento ao ambiente observado nas eleições de 2018, quando o discurso de renovação ganhou força. Para o pré-candidato, o pleito deste ano tende a ser marcado por indignação com a política tradicional e pode trazer resultados inesperados.
Por fim, Zema afirmou que pretende intensificar sua presença junto ao eleitorado nos próximos meses, apresentando propostas e buscando ampliar sua visibilidade nacional. Ele reiterou que acredita em um cenário competitivo e na possibilidade de crescimento ao longo da campanha, apostando na consolidação de alianças no decorrer do processo eleitoral.
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

