O governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo partido Novo, Romeu Zema, afirmou nesta segunda-feira que não acredita em um rompimento político entre o Novo e o Partido Liberal. A declaração foi dada durante entrevista coletiva concedida após participação no evento Rumos do Brasil, realizado em São Paulo, em meio a especulações sobre um possível afastamento entre as duas legendas que compõem parte do campo da direita nacional.

A discussão ganhou força depois que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro sugeriu, em publicação nas redes sociais, que poderia haver um rompimento total entre a campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro e o partido Novo. A manifestação ocorreu após divergências públicas envolvendo declarações recentes de Romeu Zema sobre temas ligados ao cenário político nacional.

Questionado sobre a possibilidade de rompimento, Zema afirmou que não vê motivos para uma separação entre as duas legendas. Segundo ele, a declaração de Eduardo Bolsonaro representa uma posição pessoal e não reflete necessariamente o entendimento das lideranças partidárias envolvidas nas articulações eleitorais para o próximo pleito.

O governador mineiro destacou que PL e Novo já construíram acordos políticos em diversos estados, especialmente na região Sul do país e em Goiás. De acordo com Zema, essas alianças estão em andamento e seguem avançando de forma positiva, demonstrando que existe espaço para cooperação entre os partidos apesar das divergências pontuais.

Durante o evento, o pré-candidato também foi questionado sobre as críticas que fez à relação entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. Para Zema, não existe contradição entre defender a união da direita e expressar discordâncias sobre determinados episódios ou posicionamentos. Ele afirmou que diferentes lideranças podem manter opiniões distintas sem comprometer um eventual alinhamento político mais amplo.

Ao comentar a disputa presidencial, Zema reforçou a avaliação de que os partidos de direita estarão unidos contra a esquerda no processo eleitoral. Segundo ele, divergências específicas não impedem a construção de alianças futuras.

Questionado sobre a possibilidade de receber apoio de Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno contra um candidato do PT, o governador voltou a defender a convergência das forças de direita. Zema afirmou que as diferenças existentes não superam as divergências políticas que possui em relação ao Partido dos Trabalhadores, reiterando sua aposta na manutenção da unidade do campo conservador.

Foto: Marcello Casal J / Agência Brasil


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