O Hezbollah declarou nesta segunda-feira, 30, estar preparado para enfrentar uma possível invasão terrestre de Israel no Líbano, após os ataques aéreos israelenses que atingiram líderes do grupo militante e suas infraestruturas militares. O vice-líder do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou que seus combatentes estão prontos para qualquer ação israelense, incluindo uma incursão por terra. Esta declaração ocorreu dias após a morte de Hasan Nasrallah, líder do grupo, em um bombardeio israelense no sul de Beirute.
Israel, por sua vez, já havia comunicado aos Estados Unidos que planeja uma invasão terrestre no Líbano, com o objetivo de destruir as estruturas do Hezbollah, uma milícia xiita aliada do Irã. Tanques israelenses estão posicionados perto da fronteira com o Líbano, prontos para avançar a qualquer momento. O ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, afirmou que as tropas estão preparadas para entrar no país vizinho com o intuito de neutralizar a ameaça e garantir o retorno dos moradores do norte de Israel, deslocados pelo conflito iniciado em 7 de outubro.
Nos últimos dias, as Forças de Defesa de Israel (IDF) intensificaram os ataques no Líbano, com o objetivo de coletar informações sobre as posições do Hezbollah, identificar túneis e destruir infraestrutura militar. Israel afirmou que mais de 20 comandantes do Hezbollah, incluindo Nasrallah, foram mortos, mas o grupo militante continua a realizar ataques com mísseis na fronteira norte de Israel.
Enquanto isso, Israel também realizou uma série de ataques de longo alcance contra grupos apoiados pelo Irã em toda a região, incluindo o Hamas na Faixa de Gaza e os houthis no Iêmen. O Hamas confirmou que seu líder no Líbano, Fatah Sherif Abu al Amine, foi morto junto com sua família em um ataque aéreo israelense em um campo de refugiados no sul do Líbano. Ele era responsável por coordenar os laços entre o Hamas e o Hezbollah no país.
O conflito atual é parte de uma escalada mais ampla na região do Oriente Médio, desencadeada pelo ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro, que resultou em mais de 1.200 mortes e centenas de reféns. O Hezbollah se uniu ao conflito, apoiando o Hamas com ataques ao norte de Israel, enquanto o Irã mobiliza outros grupos aliados em solidariedade.

