A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (16/10), as operações Acidentados e Bones II, com o objetivo de desarticular associações criminosas especializadas em fraudar o Seguro de Danos Pessoais por Veículos Automotores (DPVAT). A investigação visa combater um esquema que envolvia a manipulação de sinistros veiculares e resultou em um prejuízo estimado de R$ 2,5 milhões.
Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais nas cidades mineiras de Formiga, Luz, Piumhi e Guapé, além de Ribeirão Preto, em São Paulo. Além dos mandados, foram aplicadas medidas cautelares que incluem a proibição de os investigados saírem de suas cidades e de manterem contato entre si.
A investigação começou após a Caixa Econômica Federal (CEF) alertar as autoridades sobre irregularidades no processo de solicitação do seguro. Foi descoberto que corretores de seguro estavam captando pessoas envolvidas em acidentes e, com o uso de documentos falsos fornecidos por médicos e fisioterapeutas, inflavam o valor do DPVAT nos requerimentos. Além disso, algumas das vítimas dos acidentes estavam cientes da fraude e colaboravam com o esquema.
Os envolvidos no esquema poderão ser processados pelos crimes de associação criminosa, uso de documentos falsos e estelionato, crimes que, se somadas as penas máximas, podem resultar em até 14 anos de prisão.
As operações Acidentados e Bones II visam interromper o esquema fraudulento e garantir que os recursos do DPVAT sejam utilizados de forma legítima, protegendo tanto o sistema de seguros quanto as vítimas que realmente necessitam do benefício. A Polícia Federal segue investigando o caso para identificar todos os envolvidos e recuperar os valores desviados.

