A Comissão de Assuntos Municipais e Regionalização da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realiza, nesta quarta-feira (13/11), uma audiência para debater os impactos da mineração na Serra do Botafogo, em Ouro Preto, e suas implicações no desenvolvimento urbanístico local. O evento, marcado para as 15h30 no Plenarinho II da ALMG, foi solicitado pelo deputado Leleco Pimentel (PT), que expressa preocupação com a expansão mineradora na área, considerada um símbolo do patrimônio natural e cultural.

De acordo com o gabinete de Pimentel, empresas como HG Mineração e Patrimônio Mineração possuem processos de licenciamento ambiental para explorar a região, gerando mobilização de moradores contra a ameaça à biodiversidade, à qualidade das águas e ao turismo sustentável. Segundo o deputado, “proteger essa região é preservar a identidade e a história de Ouro Preto”, ressaltando a audiência como uma oportunidade para pressionar por ações de proteção.

A Associação dos Moradores e Amigos de Botafogo/MG e a Associação de Proteção Ambiental Ouro Preto (Apaop) são algumas das entidades convidadas para a reunião, ao lado de representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, secretarias de Meio Ambiente, Iepha-MG e Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop).

Pimentel é autor do Projeto de Lei (PL) 1.116/23, que busca declarar a Serra do Botafogo como patrimônio ambiental, histórico, cultural, hídrico e social de Minas Gerais. A proposta, já revisada pela Comissão de Constituição e Justiça, ainda precisa do parecer de outras três comissões antes de seguir ao plenário. Na justificativa do projeto, destaca-se a importância da área, que inclui as nascentes do Córrego Funil, fundamentais para abastecimento local, e estradas coloniais, como a Estrada Velha da Cachoeira, valiosas para a memória viária do século XVIII.

Foto: Guilherme Bergamini

 


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