O Conselho da Micro e Pequena Indústria da FIEMG, realizou reunião na sede da entidade, em Belo Horizonte, para discutir temas considerados estratégicos para o fortalecimento das micro e pequenas indústrias de Minas Gerais. O encontro foi conduzido pelo presidente do colegiado, Alexandre Mol, e reuniu especialistas, representantes empresariais e técnicos da Federação para debater crédito, compras institucionais e o cenário econômico do estado.

Um dos principais temas da reunião foi o acesso ao financiamento para empresas de menor porte. O representante do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Ângelo Fuchs, apresentou mecanismos de crédito disponíveis para o setor industrial, detalhando alternativas de financiamento e modalidades de renegociação de operações. Entre os assuntos abordados estiveram o modelo indireto de contratação de crédito por meio de instituições financeiras parceiras e as linhas voltadas à aquisição de máquinas, equipamentos, capital de giro, garantias e materiais industrializados.

O encontro também tratou dos procedimentos de compras da FIEMG. O analista de metodologia de suprimentos da Federação, Marco Túlio Manzi, explicou os fluxos internos, critérios técnicos e procedimentos adotados nos processos de aquisição da entidade. A apresentação teve como objetivo ampliar o conhecimento dos participantes sobre o funcionamento das compras institucionais e as oportunidades existentes para fornecedores.

Outro destaque da programação foi a apresentação de estudos econômicos elaborados pela Gerência de Economia e Finanças Empresariais da Federação. As economistas Juliana Gagliardi e Cibele Santiago analisaram dados do Boletim Econômico voltado às micro e pequenas indústrias e apresentaram levantamento sobre pedidos de demissão voluntária registrados em Minas Gerais.

Segundo os dados divulgados, o estado possui aproximadamente 77,9 mil micros e pequenas indústrias, número que representa quase a totalidade das empresas industriais mineiras. Juntas, essas organizações empregam mais de 614 mil trabalhadores e respondem por parcela significativa dos empregos formais da indústria estadual.

O levantamento mostrou ainda que, no primeiro trimestre de 2026, foram abertas 1.646 micro e pequenas indústrias em Minas Gerais, enquanto 2.513 encerraram suas atividades, resultando em saldo negativo de 867 empresas. Apesar da redução no número de estabelecimentos, o segmento registrou geração líquida de empregos, com saldo positivo de 2.439 vagas formais, impulsionado principalmente pelas pequenas indústrias e pelo setor de transformação.

Outro dado apresentado apontou que Minas Gerais registrou 952,9 mil pedidos de demissão voluntária em 2025, o maior volume desde o início da série histórica do Novo Caged. As saídas por iniciativa dos trabalhadores representaram 35% dos desligamentos formais ocorridos no estado, refletindo um mercado de trabalho mais dinâmico e com maior mobilidade profissional.

Ao final do encontro, foi reforçada a importância do Conselho da Micro e Pequena Indústria como espaço permanente de diálogo, atualização técnica e acompanhamento de questões econômicas, financeiras e institucionais que impactam diretamente a competitividade das empresas mineiras, contribuindo para orientar decisões e fortalecer o desenvolvimento do setor industrial em Minas Gerais.

Fotos: Sebastião Jacinto Júnior/FIEMG


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