Minas Gerais foi o estado do Brasil que mais registrou desastres naturais na última década, segundo estudo divulgado nesta quinta-feira (7) pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Ao todo, o Estado totalizou 8.095 decretos por anormalidades naturais.

Para se ter ideia, a Bahia aparece em segundo lugar, com 5.441 registros, seguida de Paraíba (4.407), Santa Catarina (4.077), Rio Grande do Sul (3.724) e Rio Grande do Norte (3.550).

Entre as eventualidades registradas por meio de decreto, a principal delas é a estiagem/seca, que representa 41,3% das 53.960 ocorrências em todo o Brasil.

Também são consideradores desastres naturais doenças infecciosas virais (27,6%), chuvas (8,3%), Enxurradas (4,2%), incêndios florestais (3,8%), vendavais (3.2%), inundações (3,2%), alagamentos (2,2%), granizo (1,4%) e deslizamentos (1,3%).

CNM informa ainda que,com tantos desastres naturais os prejuízos ultrapassam R$ 341,3 bilhões. De contrapartida, a ajuda do governo federal, corresponde a somente 4,5% do prejuízo.

Nos primeiros meses de 2022, quando Minas Gerais, e outros estados foram  afetados por fortes chuvas, os prejuízos causados por desastres chegaram a R$ 72,3 bilhões, colocando o ano em primeiro lugar em todo o período, ultrapassando, inclusive, todo o ano de 2021, que no início do período chovoso no final de 2021, ja deixou em 138 cidades em situação de emergência.

Fica cada vez mais difícil para os municípios manterem as ações em âmbito local, sem a ajuda efetiva dos governos federais e estaduais. Para o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, os anúncios de recursos em anos eleitorais contribuem para que eles não se concretizam.

“Em ano eleitoral, como o de agora, essas regiões afetadas, costumeiramente, são visitadas com algum alarde por autoridades estaduais e federais. Anunciam volume de recursos, que depois, na prática, na execução orçamentária, é quase zero”. “É muita conversa, e isso é histórico, muita promessa e pouca execução orçamentária”, afirma.