A possível nomeação de Paulo Pimenta como líder do governo Lula na Câmara, após sua saída da Secretaria de Comunicação Social (Secom), enfrenta resistência dentro do próprio PT. Caso o Palácio do Planalto opte por mudanças na articulação política na Câmara, uma ala do partido prefere que o cargo seja ocupado por um deputado do Centrão. Atualmente, a função é desempenhada por José Guimarães (PT-CE).
Entre parlamentares, há críticas à escolha exclusiva de petistas para as lideranças do governo: Guimarães na Câmara, Jaques Wagner (PT-BA) no Senado e Randolfe Rodrigues (PT-AP) no Congresso. Para melhorar a governabilidade, cresce a avaliação de que líderes de partidos de centro-direita poderiam ser mais eficazes nas negociações.
Embora Paulo Pimenta seja visto como combativo, perfil valorizado para fortalecer o governo até as eleições de 2026, sua postura é considerada incompatível com a moderação exigida para a liderança do governo na Câmara, onde o diálogo é fundamental para destravar pautas.
A substituição de Guimarães exigiria também uma acomodação para o deputado cearense, que pode ser indicado para um ministério. Internamente, o nome dele é defendido por Gleisi Hoffmann para sucedê-la na presidência do PT, mas aliados de Lula apontam Edinho Silva, atual prefeito de Araraquara, como o favorito. Paralelamente, Sidônio Palmeira, marqueteiro do governo, surge como principal cotado para substituir Pimenta na Secom.
Foto: Pedro Kirilos

