O Governo Federal lançou o Georisk, Sistema de Previsão de Risco de Deslizamentos de Terra, nesta segunda-feira (17), no Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), em São José dos Campos (SP). A iniciativa foi apresentada por técnicos do CEMADEN e contou com a participação da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e representantes do Ministério das Cidades.

O Georisk é um sistema que analisa dados climáticos e prevê a possibilidade de deslizamentos de terra com até três dias de antecedência. Utilizando tecnologia avançada, o sistema compara informações em tempo real para emitir alertas precisos, permitindo ações preventivas das autoridades e a elaboração do Boletim de Previsão de Riscos Geo-Hidrológicos. Com sua implementação, a taxa de detecção de deslizamentos aumentou em treze por cento e as análises de risco tiveram um acréscimo de quinze por cento.

Durante o evento, foram destacadas as ações do Ministério das Cidades voltadas à prevenção de riscos, incluindo obras de contenção de encostas, urbanização de favelas e projetos de drenagem. “A prevenção não pode ficar restrita ao debate, precisa estar no orçamento, e estamos garantindo isso para proteger os mais vulneráveis”, afirmou um dos representantes do governo.

O Governo Federal investiu dezessete bilhões de reais em seleções do Novo PAC e abrirá uma nova rodada de investimentos de três bilhões e quinhentos milhões de reais para novas obras. Além disso, será criada uma modalidade de financiamento voltada ao abastecimento rural em regiões atingidas pela seca.

A ministra Luciana Santos ressaltou a importância da parceria entre os ministérios para mitigar os impactos dos desastres naturais. “Este é um momento de conquista e esforço coletivo. Trabalhamos juntos para fortalecer a prevenção e reparar uma ausência histórica de investimentos nessa área”, destacou.

Com a implementação do Georisk e o reforço nas políticas de prevenção, o governo avança na proteção das populações em áreas de risco, priorizando ações estruturais e investimentos em tecnologia para reduzir os danos causados por desastres naturais.

Foto: Diego Galba (ASCOM/MCTI)


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