O senador Eduardo Girão (Novo) anunciou que apresentará um pedido de impeachment contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet, na próxima quarta-feira, 12. O parlamentar convidou outros senadores a assinarem o documento, alegando que Gonet teria cometido omissões e violado princípios constitucionais.

“O Brasil viu cenas dantescas de coação contra Mauro Cid, além de áudios vazados que revelam uma articulação prévia para incriminar adversários políticos. Isso não pode passar impune”, declarou Girão em pronunciamento nesta segunda-feira, 10.

Os vídeos da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência no governo Jair Bolsonaro (PL), foram divulgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Nas imagens, Cid foi alertado de que poderia ser preso caso caísse em contradições. Aliados de Bolsonaro alegam que ele foi coagido durante sua delação, com o objetivo de contestar a veracidade das informações fornecidas e desqualificar as investigações.

Girão também convocou a população para participar das manifestações do próximo domingo, 16. Conforme revelou a Coluna do Estadão, Bolsonaro desautorizou aliados que defendiam o uso do slogan “impeachment já” para os protestos. Os organizadores argumentam que a estratégia é desgastar o governo Lula e enfraquecê-lo até a eleição de 2026.

Apesar disso, Girão pediu que os manifestantes exijam o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do procurador-geral Paulo Gonet.

A expectativa dos apoiadores do ex-presidente é reunir cerca de um milhão de manifestantes em Copacabana no dia 16. Bolsonaro confirmou que discursará no evento, que também contará com falas da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do pastor Silas Malafaia.

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado


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