O turismo internacional no Brasil alcançou um novo patamar em fevereiro de 2025, registrando a maior receita da história para o mês. De acordo com dados divulgados pelo Banco Central na última quarta-feira (26), turistas estrangeiros deixaram US$ 823 milhões (aproximadamente R$ 4,7 bilhões) no país — um aumento de 22,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado de janeiro e fevereiro, os gastos chegaram a US$ 1,628 bilhão (R$ 9,3 bilhões), o que representa um crescimento de 10,4%, também recorde para o primeiro bimestre.

O volume de visitantes também impressiona: o Brasil recebeu 2,8 milhões de turistas nos dois primeiros meses do ano, um salto de 57% em comparação com 2024. Os números refletem não apenas a recuperação do setor, mas também o avanço de políticas voltadas à promoção internacional do destino Brasil.

Para o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, os resultados comprovam o potencial competitivo do país no mercado global. “O turismo internacional tornou-se um grande motor da economia brasileira. É o setor que mais cresce e que gera milhares de empregos, principalmente por meio das micro, pequenas e médias empresas, que representam 95% do setor”, afirmou.

Freixo destacou que os recordes sucessivos são frutos de uma estratégia sólida de promoção. “O Brasil está em alta, mas isso não é por acaso. O trabalho integrado entre os setores público e privado ampliou a conectividade aérea e a oferta de pacotes turísticos no exterior. Isso tem garantido que mais turistas consigam chegar até aqui”, explicou.

O ministro do Turismo, Celso Sabino, também comemorou os resultados, ressaltando a importância do setor para a economia nacional. “Esse aumento expressivo mostra que estamos mais preparados para receber os turistas internacionais. Os investimentos em infraestrutura, qualificação e promoção têm gerado retorno. O turismo é uma ferramenta poderosa de geração de inclusão, emprego e renda para o nosso povo”, declarou.

Além de beneficiar diretamente setores como comércio, transporte e serviços, os gastos dos estrangeiros fortalecem as economias locais e impulsionam novos investimentos em destinos turísticos. “O turismo internacional gera divisas e contribui para o desenvolvimento sustentável dos destinos, estimulando a preservação ambiental e o crescimento regional”, completou Sabino.

O cenário positivo deve se manter ao longo de 2025, impulsionado por eventos de grande porte que atraem visitantes do mundo todo. Em julho, o Brasil sediará a cúpula do BRICS, no Rio de Janeiro, reunindo líderes das principais economias emergentes. A expectativa é de forte impacto econômico, tanto com a chegada das delegações oficiais quanto com o fluxo adicional de empresários, jornalistas e visitantes que acompanharão o evento. O movimento deverá beneficiar hotéis, restaurantes e diversos serviços ligados ao turismo.

Outro momento-chave será a realização da COP 30, em novembro, no estado do Pará. A conferência climática, uma das maiores do planeta, promete atrair a atenção mundial para a Amazônia, impulsionando o turismo sustentável e ecológico na região. A expectativa é de alta na demanda por viagens com foco ambiental e vivências em áreas de biodiversidade.

Com esses eventos, o Brasil se consolida como destino relevante para o turismo de negócios e eventos, ao mesmo tempo em que amplia sua visibilidade como país com ampla oferta de atrativos naturais, culturais e gastronômicos.

“Estamos trabalhando para consolidar o Brasil como um dos principais destinos do mundo”, afirmou Marcelo Freixo. “O turismo promove o desenvolvimento econômico, valoriza nossa identidade e gera intercâmbio cultural. Esses resultados nos motivam a continuar investindo na promoção do país e na melhoria da experiência de quem nos visita.”

Foto: Divulgação/ Embratur


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