Em discurso no Plenário nesta quarta-feira, dia vinte e três, o senador Lucas Barreto (PSD-AP) criticou duramente a proposta do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) de criar quatro reservas extrativistas marinhas no litoral do Amapá. Segundo o parlamentar, a iniciativa pode comprometer toda a faixa costeira entre Oiapoque e Macapá, restringindo atividades essenciais como pesca, agricultura e exploração de petróleo.
Para o senador, a proposta representa uma ameaça direta à economia do estado, que já enfrenta altos índices de pobreza. “É uma crueldade política sem precedentes. Não sobrará espaço sequer para uma agulha passar do mar para o território continental. Toda a área fluviomarinha entre Oiapoque e a região metropolitana de Macapá será transformada em uma única unidade de conservação com quatro nomes distintos, mas que, na prática, bloqueará qualquer atividade econômica vital”, declarou.
Barreto também questionou a intenção de anunciar os decretos de criação das reservas durante a COP 30, que será realizada em Belém, no Pará. Ele criticou o fato de o Amapá estar sendo sacrificado enquanto novas unidades de conservação não são propostas para o estado anfitrião do evento.
O senador ainda expressou indignação com o conteúdo da publicação “Síntese de Estudos Técnicos”, do ICMBio, que menciona o suposto apoio do governo do Amapá à proposta. Segundo o documento, reuniões de alinhamento com autoridades estaduais e instituições como o Iepé e a Rare foram determinantes para a formulação do plano.
“Custa-me crer que o governo do meu estado esteja colaborando com algo que põe em risco nosso direito de explorar petróleo e gás, atividades essenciais para o desenvolvimento regional”, finalizou o senador.
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

