O hidrogênio verde é apontado como o combustível do futuro, e pesquisas desenvolvidas em Minas Gerais colocam o estado na vanguarda dessa tecnologia. Um dos grandes destaques é a utilização do nióbio como base para catalisadores, elemento essencial no processo de produção do hidrogênio com maior eficiência energética e menor impacto ambiental.

Por meio da Rede de Hidrogênio de Minas Gerais, apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) — vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG) — o estado já investiu cerca de R$ 1,3 milhão em pesquisas voltadas ao tema.

A coordenadora geral da Rede, professora Renata Moreira, da Universidade Federal de Viçosa (UFV), destacou o impacto da iniciativa na formação de novos profissionais. “Gostaria de ressaltar especialmente os recursos destinados às bolsas. Eles promovem a formação de recursos humanos de altíssimo nível”, afirmou.

Além da UFV, participam da Rede as universidades federais de Minas Gerais (UFMG), de Itajubá (Unifei), de Ouro Preto (Ufop), de São João del-Rei (UFSJ), dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), o Cefet-MG e três instituições internacionais parceiras.

Segundo a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa, a iniciativa reforça o papel do estado na agenda climática. “Minas foi o primeiro da América Latina a aderir ao Race to Zero e assumiu a meta de reduzir em 30% as emissões de CO₂ até 2030. Esse projeto é parte de um desenvolvimento econômico responsável e sustentável.”

Foto: UFV / Divulgação


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