O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou nesta sexta-feira, 9, que não faz parte do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apesar de a legenda ocupar três ministérios na atual gestão. A declaração foi feita durante o ato de filiação do governador Eduardo Leite (RS) ao PSD, ocasião em que Kassab defendeu que o partido lance candidatura própria à Presidência da República em 2026.
Segundo ele, tanto Leite quanto o governador do Paraná, Ratinho Júnior, ambos do PSD, estão entre os nomes cogitados para disputar o Palácio do Planalto. Kassab também comentou não ver como provável a candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em 2026.
O dirigente lembrou que, em 2022, o partido não lançou candidato e liberou suas lideranças para apoiarem quem desejassem. Como exemplo, citou os líderes do PSD na Câmara e no Senado, Antônio Brito e Otto Alencar, que apoiaram Lula na Bahia. “É natural que participem do governo que ajudaram a eleger. Já eu, em São Paulo, apoiei Tarcísio. Eu não estou no governo Lula”, frisou Kassab, que atualmente ocupa a Secretaria de Governo na gestão paulista.
Para Kassab, não há problema algum em parte do PSD estar no governo federal. “Quando entendem que algo é bom para o Brasil, estão ao lado do governo”, declarou.
O PSD atualmente comanda os ministérios da Pesca, Minas e Energia, e Agricultura. Apesar dessa presença na Esplanada, Kassab provocou desconforto no Palácio do Planalto ao declarar, em entrevistas anteriores, que Lula não seria reeleito em 2026 e que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem pouca força política. Posteriormente, ele recuou das afirmações e disse que ainda é cedo para projeções eleitorais.
Foto: Daniel Teixeira

