A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu início, neste mês de maio, a uma nova etapa do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA). A ação conta com a colaboração de estados, municípios e do Laboratório Central de Saúde Pública de Minas Gerais e tem como objetivo monitorar a presença de resíduos de agrotóxicos em alimentos consumidos pela população brasileira.

Nesta fase, referente ao ciclo 2025 do Plano Plurianual 2023–2025, estão previstas a coleta e análise de 3.505 amostras de 13 alimentos amplamente presentes na dieta nacional. Entre os itens selecionados estão abacaxi, amendoim, batata, brócolis, café em pó, feijão, laranja, farinha de mandioca, maracujá, morango, quiabo, repolho e farinha de trigo.

As coletas ocorrerão entre maio e dezembro em 26 estados e no Distrito Federal, abrangendo todas as regiões do país. Os alimentos são recolhidos semanalmente em pontos de venda ao consumidor, como supermercados, feiras e sacolões, a fim de refletirem as condições reais de consumo. A seleção dos locais e dos produtos segue um planejamento técnico prévio, visando garantir representatividade dos hábitos alimentares regionais.

Criado em 2001, o PARA é uma iniciativa conjunta da Anvisa com as vigilâncias sanitárias estaduais e municipais, além dos laboratórios centrais de saúde pública. A proposta do programa é reduzir riscos à saúde decorrentes da ingestão de alimentos com resíduos de agrotóxicos acima dos limites permitidos.

Atualmente, o programa monitora mais de 300 tipos de agrotóxicos em 36 alimentos. Desde sua criação, já foram analisadas mais de 45 mil amostras. A seleção dos alimentos a serem avaliados baseia-se na dieta básica do brasileiro, conforme informações da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A Anvisa destaca que o objetivo do programa é aprimorar o controle sanitário dos alimentos e subsidiar ações de fiscalização e regulação, promovendo maior segurança alimentar à população.

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil


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