O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu, nesta quarta-feira (29), as duas listas tríplices destinadas ao preenchimento das vagas que serão abertas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no dia 30 de maio. Pela primeira vez, em iniciativa inédita da ministra Cármen Lúcia, atual presidente do TSE, as listas foram divididas por gênero, o que obriga o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a nomear, obrigatoriamente, ao menos uma mulher para a Corte Eleitoral.

A lista masculina inclui os ministros Floriano Azevedo Marques e André Ramos Tavares, que já integram o TSE e encerram seus primeiros mandatos nesta sexta-feira. Ambos podem ser reconduzidos, mas apenas um será escolhido por Lula. O terceiro nome é José Levi do Amaral Júnior, que já foi advogado-geral da União.

Na lista feminina, os nomes selecionados são Vera Lúcia Araújo, atual ministra substituta e primeira mulher negra a compor o TSE, Cristina Maria Gama Neves da Silva e Estela Aranha, que atuou como secretária de Direitos Digitais no Ministério da Justiça na gestão de Flávio Dino, hoje ministro do STF.

A ministra Cármen Lúcia justificou a divisão das listas como reflexo da resolução do próprio TSE que recomenda alternância de gênero nas nomeações feitas pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). Atualmente, apenas 30% das vagas destinadas à classe de juristas nos TREs são ocupadas por mulheres.

Segundo Cármen, a medida visa evitar a possibilidade de que o TSE em 2026 — ano de eleições gerais — seja composto exclusivamente por homens. “Seria um contrassenso que, diante de uma oportunidade concreta de assegurar maior diversidade, não se promovesse essa inclusão. Temos de garantir que mulheres estejam presentes nas decisões da Justiça Eleitoral”, declarou.

Foto: Roberto Jayme/Ascom/TSE

 

 


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