Minas Gerais registrou desempenho expressivo no comércio exterior entre janeiro e julho, com exportações que somaram US$ 25,4 bilhões, crescimento de 3,3% em relação ao mesmo período de 2024. No total, o fluxo comercial alcançou US$ 35,7 bilhões, representando alta de 13% sobre o ano anterior. O superávit acumulado foi de US$ 15,1 bilhões, assegurando ao estado a segunda colocação entre os maiores exportadores do Brasil, com participação de 12,8% nas vendas externas nacionais. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
Nas importações, Minas manteve o quinto lugar, com US$ 10,3 bilhões em compras, alta de 10% sobre 2024 e equivalente a 6,4% das importações brasileiras. “Encerramos o primeiro semestre com números positivos. O resultado confirma que estamos no caminho certo para promover as mercadorias mineiras e consolidar a presença do estado no mercado internacional”, afirmou a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa.
Em julho, as exportações somaram US$ 3,7 bilhões, com superávit de US$ 2 bilhões, atingindo 161 destinos. Os principais compradores foram China (35,1%), Estados Unidos (10,6%), Argentina (4,2%), Canadá (3,7%) e Japão (3,5%). As importações no mês chegaram a US$ 1,7 bilhão, alta de 5,3%, resultando em fluxo comercial de US$ 5,4 bilhões, aumento de 1,1% sobre julho de 2024.
O Reino Unido se destacou com alta de 155,7% nas compras de Minas, seguido por Estados Unidos (22%), Canadá (66,5%), Suíça (84,4%) e Bélgica (82,9%). Entre os produtos exportados, o minério de ferro liderou (25,6%), seguido por café (19,5%), ouro (7,9%), soja (7%) e ferro-ligas (6,4%). O ouro teve o maior crescimento, com alta de 118,6%, seguido por café (28%) e ferro fundido bruto e ferro spiegel (48,3%).
Nova Lima foi o principal município exportador (6,6%), seguido de Araxá (6,3%), Varginha (5,8%), Paracatu (4,7%) e São Gonçalo do Rio Abaixo (4,2%).
Nas importações, os produtos mais adquiridos foram imunológicos (4,3%), partes de tratores e veículos especiais (3,7%), medicamentos (3,6%), adubos potássicos (3%), adubos azotados (2,8%) e vacinas, toxinas e culturas de microrganismos (2,7%). Extrema foi a cidade que mais importou (14,7%), seguida por Betim (12,5%), Uberaba (9,4%), Belo Horizonte (6,1%) e Pouso Alegre (5,5%).
Foto: Diego Vargas / Seapa

