O senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) afirmou que não é hora de tratar o ex-presidente Jair Bolsonaro como figura descartada do cenário político e defendeu gestos de solidariedade ao pai. Ao citar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, destacou a postura dele como exemplo de lealdade.

Este não é o momento de tratar Bolsonaro como carta fora do baralho, nem de fazer festa. Agora é hora de prestar solidariedade a Bolsonaro, como já fez Tarcísio ao visitá-lo e ao dar declarações públicas em sua defesa”, disse o senador.

Questionado sobre a movimentação de partidos do centrão e de lideranças políticas que veem em Tarcísio um possível sucessor de Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2026, Flávio evitou cravar cenários e lembrou que ainda há muito tempo até a disputa. “Tem muita água para passar debaixo da ponte. A eleição só será daqui a um ano e meio. Desconheço algum candidato à Presidência que tenha obtido sucesso ao antecipar tanto assim a disputa. Normalmente, ninguém aguenta tanto tempo de fritura e acaba se queimando”, avaliou.

A fala do senador destoa da postura de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, que vem adotando tom crítico em relação a Tarcísio. O deputado, segundo apuração da coluna, pretende deixar o PL e se lançar candidato à Presidência caso o governador de São Paulo decida migrar para a legenda com o objetivo de disputar o Palácio do Planalto.

Flávio, por outro lado, reforçou a centralidade do pai no processo eleitoral, ainda que Jair Bolsonaro possa se tornar inelegível. “O fato é que, se Bolsonaro não ficar elegível e decidir apoiar um candidato diferente dos que estão na mesa hoje, qualquer um que esteja se colocando agora só terá dois caminhos: desistir da candidatura ou apoiar o candidato escolhido por Bolsonaro no segundo turno”, concluiu.

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

 


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