Servidores da Prefeitura de Belo Horizonte concluíram a segunda edição do Programa de Lideranças Negras (PLN), uma formação nacional voltada para fortalecer a presença negra em espaços de decisão na gestão pública. Durante o encerramento, eles apresentaram uma proposta inovadora: a criação de um fluxo de denúncias para casos de discriminação racial no Sistema Único de Assistência Social de Belo Horizonte (Suas-BH).

Segundo os participantes, a iniciativa tem potencial para transformar a capital mineira em referência nacional no enfrentamento ao racismo no serviço público. O curso teve carga horária de cento e vinte horas, distribuídas ao longo de sete meses, e contou com servidores de Belo Horizonte e de outros treze municípios brasileiros.

Na etapa final, cada grupo elaborou um projeto prático. A proposta referente ao Suas-BH foi desenvolvida por Ana Pimenta, Maria Aline Barboza, Cleile Camilo e Vinicius Mendoza. Ela prevê a criação de um canal oficial baseado em três pilares: acolhimento inicial com escuta qualificada, encaminhamento formal para os setores competentes e devolutiva institucional, garantindo acompanhamento dos casos e ações preventivas.

O projeto já começou a ser debatido internamente na Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SMASDH). A meta é formalizar um fluxo institucional e lançar uma campanha permanente de combate ao racismo dentro do Suas-BH.

O Programa de Lideranças Negras é uma iniciativa nacional que promove a formação e conexão de profissionais negros da administração pública, incentivando o compartilhamento de experiências e a criação de estratégias para reduzir desigualdades raciais na gestão governamental.

Foto: Divulgação/ PLN


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