Integrantes do governo Lula comemoraram o resultado dos chamados trackings, levantamentos internos diários usados para medir a popularidade e aprovação do governo, divulgados no dia das manifestações contra a PEC da Blindagem e a anistia. Esses dados, embora não sejam oficialmente registrados pelo Palácio do Planalto, servem como termômetro político.
No domingo (21), quando ocorreram protestos em diversas cidades do Brasil contra a proposta que dificulta a investigação de políticos, os números mostraram que a aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva superou a reprovação em quase três pontos percentuais. Lula compartilhou em suas redes sociais imagens das mobilizações e afirmou: “As manifestações de hoje demonstram que a população não quer a impunidade, nem a anistia. O Congresso Nacional deve se concentrar em medidas que tragam benefícios para o povo brasileiro.”
Essa não foi a primeira vez, em 2025, que a aprovação do presidente ficou acima da rejeição nos trackings internos. Em julho, quando os Estados Unidos anunciaram um tarifaço contra o Brasil, Lula também registrou saldo positivo. Para integrantes do governo, as manifestações de domingo podem pressionar o Congresso a priorizar uma agenda favorável ao Executivo, incluindo a votação da isenção do imposto de renda para trabalhadores que recebem até cinco mil reais.
Os números internos contrastam com a pesquisa Quaest divulgada no início da semana passada. Segundo esse levantamento, a popularidade de Lula apresentava sinais de estagnação, com a desaprovação mantida em cinquenta e um por cento e a aprovação estável em quarenta e seis por cento, os mesmos índices registrados em agosto.
Com a nova movimentação popular e o crescimento apontado pelos trackings, aliados do governo veem um cenário mais otimista para enfrentar as pautas polêmicas em tramitação no Congresso Nacional.
Foto: Ricardo Stuckert / PR

