O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta terça-feira com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em um almoço para discutir a votação do projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até cinco mil reais. Após o encontro, Motta confirmou que a proposta será votada nesta quarta-feira.

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, também participou da reunião. De acordo com o presidente da Câmara, além do Imposto de Renda, foram discutidas medidas provisórias. Entre elas, a MP alternativa ao aumento do IOF, que expira em outubro e teve o relatório apresentado nesta terça-feira pelo deputado Carlos Zarattini (PT-SP).

“Falamos sobre Imposto de Renda e medidas provisórias apenas. A votação do IR está confirmada para amanhã”, declarou Motta.

Gleisi Hoffmann acrescentou que o presidente da Câmara se comprometeu a pautar a MP alternativa ao IOF. “O presidente Hugo Motta deu a referência de votar na quinta de manhã”, disse a ministra, que também previu rapidez na tramitação da proposta do IR no Senado. “O Imposto de Renda será votado amanhã na Câmara. E chegando no Senado, não demora muito a votar.”

O relator do texto do Imposto de Renda é o deputado Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara. A ampliação da faixa de isenção deve beneficiar cerca de dez milhões de brasileiros. A medida foi uma promessa de campanha de Lula em 2022 e é considerada estratégica para reforçar sua popularidade antes das eleições presidenciais de 2026.

A agenda de Motta nesta semana prioriza projetos com maior apelo popular, em um movimento de recuperação política após dificuldades em obter consenso sobre um projeto de anistia a atos golpistas e depois de a Câmara ter aprovado a Proposta de Emenda à Constituição da Blindagem, rejeitada pelo Senado.

A reunião entre os presidentes da Câmara e do Senado ocorre em um momento de tensão entre as Casas. Deputados demonstraram insatisfação com a decisão dos senadores de derrubar a PEC da Blindagem, medida que havia sido aprovada pela Câmara, mas que enfrentou forte pressão popular.

Foto: Ricardo Stuckert / PR

 


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