A primeira etapa da análise da recondução de Paulo Gonet ao cargo de procurador-geral da República foi finalizada nesta quarta-feira (5). O relator da indicação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Omar Aziz (PSD-AM), leu seu parecer favorável. O relatório destacou que Gonet teve uma “atuação apartidária e técnica” à frente da Procuradoria-Geral da República (PGR) nos últimos dois anos. A próxima fase, a sabatina do indicado, foi marcada para o dia 12 de novembro.

Após a leitura do relatório, foi concedida vista coletiva aos senadores, um procedimento regimental. Gonet foi indicado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, para um novo mandato de dois anos (MSF 60/2025). Caso seja aprovado pela CCJ e, posteriormente, pelo Plenário do Senado, ele permanecerá no comando da PGR até 2027.

O relator Omar Aziz ressaltou o trabalho de Gonet em casos de grande repercussão, lembrando que o procurador apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados por tentativa de golpe de Estado. Aziz afirmou em seu parecer que Paulo Gonet atuou “de forma técnica em centenas de ações penais e acordos de não persecução, inclusive em face dos principais responsáveis pelo ataque à democracia ocorrido no país, conforme já reconhecido em variadas condenações proferidas pelo STF”.

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado


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