A Justiça italiana negou o recurso apresentado pela defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli que solicitava a substituição do colegiado responsável pelo julgamento de seu pedido de extradição. Os advogados alegavam falta de imparcialidade dos magistrados, argumento que não foi acolhido pela Corte. A defesa informou que ainda pretende recorrer da decisão.

Com a negativa, proferida nesta terça-feira, 10, o julgamento que decidirá sobre a extradição de Zambelli ao Brasil será retomado na manhã de quarta-feira, 11. Caso o pedido tivesse sido aceito, o processo retornaria à fase inicial, o que atrasaria de forma significativa a análise do mérito do caso pelas autoridades italianas.

Zambelli está presa em Roma desde 29 de julho de 2025, após deixar o Brasil depois de ser condenada a dez anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal. A condenação ocorreu no julgamento que apurou a invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça, em conluio com Walter Delgatti Neto, episódio considerado grave pelas autoridades brasileiras.

Além dessa condenação, a ex-deputada também acumula outra sentença criminal no Brasil. Ela foi condenada a cinco anos e três meses de prisão pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal durante as eleições de 2022. Na ocasião, Zambelli perseguiu um homem negro armada com uma pistola no dia da votação, alegando ter sido agredida, versão que não foi comprovada durante o processo judicial.

O julgamento na Itália é considerado decisivo para definir se a ex-parlamentar será ou não enviada de volta ao Brasil para cumprir as penas impostas pela Justiça brasileira.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil


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