O vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand, pediu a condenação de cinco acusados pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. A manifestação ocorreu nesta terça-feira, vinte e quatro, durante o julgamento iniciado na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal.
Respondem à ação penal o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro Domingos Brazão, o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, irmão de Domingos, o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa, o major da Polícia Militar Ronald Alves de Paula e o ex-policial militar Robson Calixto, assessor de Domingos. Todos permanecem presos preventivamente.
Segundo a Procuradoria-Geral da República, os acusados integraram organização criminosa armada que atuava de forma estruturada no Rio de Janeiro, com divisão clara de tarefas e apoio de milícias. O objetivo do grupo, conforme a acusação, era obter vantagens econômicas por meio da prática reiterada de crimes graves.
A PGR sustenta que a atuação do grupo extrapolava interesses individuais e estava inserida em um contexto de controle territorial e influência política, especialmente em áreas dominadas por organizações paramilitares.
Os irmãos Brazão e Rivaldo Barbosa foram apontados como mandantes do crime a partir da delação premiada do ex-policial militar Ronnie Lessa, réu confesso pelos disparos que mataram Marielle Franco e Anderson Gomes. Segundo o colaborador, o homicídio foi planejado e executado de forma coordenada.
Para a acusação, o conjunto de provas reunidas ao longo da investigação demonstra a responsabilidade penal dos réus e sustenta o pedido de condenação apresentado ao Supremo Tribunal Federal.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

