O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do PSD, pré-candidato à Presidência da República, afirmou neste domingo, dia 1º de março, durante o ato “Acorda, Brasil”, realizado na Avenida Paulista, em São Paulo, que o grupo político ao qual pertence pretende decretar anistia plena, geral e irrestrita como primeiro ato caso retorne ao poder. Segundo ele, a medida seria adotada já em 1º de janeiro, data da eventual posse.
Em seu discurso, Caiado elogiou a capacidade de mobilização do ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL, atualmente preso por tentativa de golpe, e declarou que “ninguém na história do Brasil, sem mandato, preso, consegue mobilizar a população brasileira igual Bolsonaro consegue nesse País”. O governador goiano afirmou ainda que o ex-presidente foi “o homem que conseguiu levantar o Brasil e dizer em alto e bom som: vamos caminhar pela liberdade e a democracia plena”.
Caiado também saudou o deputado federal Nikolas Ferreira, do PL de Minas Gerais, a quem atribuiu a convocação do movimento, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, que lançou sua pré-candidatura ao Planalto. Esta foi a 1ª participação pública de Flávio em um ato desse porte desde o anúncio de que disputará a Presidência.
Ao discursar, Caiado reforçou que, se o grupo voltar ao comando do Executivo federal, a anistia será a 1ª medida assinada no início do mandato. A declaração foi recebida com aplausos pelos manifestantes que lotaram a Paulista.
Também presente no evento, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do Novo, igualmente pré-candidato à Presidência, afirmou que o País “não aguenta mais a farra dos intocáveis” e criticou autoridades que, segundo ele, “se consideram acima de todas as leis”. Em cima do carro de som, Zema disse que “ninguém no Brasil é intocável” e que a população está “indignada” com os acontecimentos recentes. Ele declarou ainda que retornará à Paulista “quantas vezes for necessário”.
Em meio à aglomeração, Flávio Bolsonaro enfrentou dificuldade para chegar ao carro de som, sendo escoltado por seguranças e aliados. O presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, também subiu ao palanque e limitou-se a dizer “Volta, Bolsonaro”.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro participou por chamada de vídeo, diretamente dos Estados Unidos. Em sua fala, afirmou que a anistia poderá ser alcançada “com a eleição do Flávio Bolsonaro como presidente” e com a formação de uma bancada forte no Congresso Nacional. Segundo ele, o movimento não se resume a disputa partidária, mas à defesa da “liberdade”.
Foto: Divulgação/ Governo de Goiás

