O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou que não há divisão interna no PSD após declarações do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que indicou distanciamento em relação à candidatura do correligionário. Durante evento com empresários na Avenida Faria Lima, em São Paulo, Caiado minimizou o episódio e classificou a fala como uma diferença de abordagem política.

A manifestação ocorre após Leite afirmar que o apoio do partido não representa alinhamento automático. Os dois governadores, ao lado de Ratinho Jr., protagonizaram uma disputa interna pela liderança da legenda na corrida ao Palácio do Planalto. Apesar disso, Caiado disse que o debate é natural e não compromete a unidade do partido.

No encontro com representantes do mercado financeiro, o pré-candidato apresentou propostas e destacou temas como segurança pública e exploração de recursos estratégicos. Ele buscou reforçar sua imagem como gestor e se aproximar do setor empresarial, considerado relevante no cenário eleitoral.

Durante a agenda, Caiado também fez críticas indiretas a adversários políticos. Sem citar nomes em determinado momento, afirmou que candidatos envolvidos em escândalos de corrupção perdem o benefício da presunção de inocência no debate público. Em seguida, ao comentar a atual gestão federal, declarou que o presidente estaria mais preocupado em responder às acusações envolvendo familiares.

As declarações foram bem recebidas por parte do público presente, especialmente entre empresários. O discurso adotado pelo governador reforça o posicionamento mais alinhado à direita, estratégia que tem marcado sua pré-candidatura.

Recentemente, Caiado também gerou repercussão ao defender a concessão de anistia a condenados por participação em atos golpistas. A proposta, segundo ele, faria parte de um projeto mais amplo de pacificação política no país.

Apesar das divergências internas, Caiado afirmou que seguirá dialogando com integrantes do PSD para consolidar sua candidatura e ampliar apoios. O cenário dentro do partido ainda é considerado em construção, com diferentes lideranças avaliando estratégias para a disputa presidencial.

Foto: Secom/ GEG


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