O ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou nesta quarta-feira a decisão do governo de Rondônia de não aderir à proposta federal de redução temporária do ICMS sobre o diesel. A medida foi apresentada pelo governo federal como tentativa de conter os impactos da alta internacional dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio.

Durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação, Durigan afirmou que a recusa do estado possui motivação política e não técnica. Segundo ele, os demais estados brasileiros aceitaram aderir à proposta, inclusive administrações estaduais comandadas por partidos de oposição ao governo federal.

Para o ministro, o momento exige cooperação entre União e estados para reduzir os efeitos do aumento do diesel sobre a população e sobre os setores econômicos dependentes do transporte rodoviário.

Durigan destacou que Rondônia tende a sentir de maneira mais intensa os impactos da alta dos combustíveis por possuir forte dependência do transporte terrestre para circulação de mercadorias e abastecimento regional.

Segundo o ministro, governadores que mantêm divergências políticas com o Palácio do Planalto decidiram apoiar a medida por reconhecerem a necessidade de aliviar os custos enfrentados pela população.

Rondônia é governado pelo coronel Marcos Rocha, policial militar que deixou o União Brasil no início deste ano para se filiar ao PSD.

Dario Durigan afirmou ainda que levará o tema ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir possíveis alternativas voltadas à população do estado. O governo federal avalia novas estratégias para reduzir os efeitos da elevação dos combustíveis no país diante do cenário internacional de instabilidade econômica e geopolítica.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil


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