O ministro Nunes Marques assume nesta terça-feira a presidência do Tribunal Superior Eleitoral, responsável pela organização das eleições presidenciais de outubro. A cerimônia de posse ocorrerá às 19h, em Brasília, e contará com a presença de autoridades dos três poderes da República.
Entre os convidados estão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. Marques substituirá a ministra Cármen Lúcia, que encerra mandato de dois anos no comando da Corte eleitoral.
A escolha do presidente do TSE segue o critério de antiguidade entre os ministros do Supremo Tribunal Federal que integram o tribunal eleitoral. O ministro André Mendonça assumirá a vice-presidência da Corte
Após a solenidade oficial, será realizado um coquetel reservado para convidados em uma casa de eventos da capital federal. O encontro será custeado por uma associação de juízes federais, e os convites foram comercializados por oitocentos reais.
O principal desafio de Nunes Marques será conduzir as eleições sob as novas regras aprovadas para limitar o uso de inteligência artificial durante a campanha. O TSE deverá atuar para impedir a disseminação de conteúdos manipulados e publicações ilegais que possam influenciar o voto dos eleitores.
Natural de Teresina, no Piauí, Nunes Marques tem 53 anos. Ele foi indicado ao Supremo Tribunal Federal em 2020 pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, ocupando a vaga deixada pelo ministro aposentado Celso de Mello. Antes disso, atuou no Tribunal Regional Federal da 1ª Região e também integrou o Tribunal Regional Eleitoral do Piauí.
Além dos ministros do STF e do STJ, o TSE também é composto por advogados indicados pela Presidência da República. A Corte é responsável por julgar ações eleitorais, registrar candidaturas e fiscalizar o cumprimento das normas durante o processo eleitoral. A expectativa no tribunal é de intensificação das ações de monitoramento digital ao longo desta campanha presidencial nacional.
Foto: Luiz Roberto/TSE

