Os integrantes da Global Sumud Flotilla começaram a ser libertados por Israel nesta quinta-feira, após dias de pressão internacional pela soltura dos ativistas detidos durante missão de ajuda humanitária destinada à Faixa de Gaza. Segundo informações divulgadas pela própria coalizão internacional, os 428 participantes presos pelas autoridades israelenses estão sendo liberados gradualmente e parte do grupo embarcará em voo com destino a Istambul, na Turquia.
Entre os libertados estão quatro integrantes da delegação brasileira: Beatriz Moreira, militante do Movimento dos Atingidos por Barragens; Ariadne Teles, advogada de direitos humanos e coordenadora da flotilha no Brasil; Thainara Rogério, desenvolvedora de software nascida no Brasil e cidadã espanhola; além do médico pediatra Cássio Pelegrini. O grupo havia sido preso na última semana durante interceptação das embarcações em águas internacionais.
A Global Sumud Flotilla afirmou que a libertação representa resultado da mobilização internacional e da pressão política exercida por organizações civis e governos estrangeiros. Em nota pública, a entidade declarou que a campanha continuará até a libertação dos prisioneiros palestinos e o encerramento do bloqueio imposto à Faixa de Gaza.
Na quarta-feira, o governo brasileiro divulgou comunicado oficial condenando o tratamento dispensado pelas autoridades israelenses aos ativistas presos. O Itamaraty criticou a interceptação das embarcações e classificou como ilegais tanto a detenção quanto a abordagem realizada por Israel. O governo também cobrou respeito aos direitos humanos e às normas internacionais relacionadas ao tratamento de pessoas detidas.
A flotilha ganhou repercussão internacional após sucessivas ações organizadas para levar alimentos, medicamentos e apoio humanitário aos palestinos em Gaza. Recentemente, o caso ganhou destaque no Brasil com a prisão do ativista Thiago Ávila, libertado no início deste mês após negociações diplomáticas envolvendo autoridades brasileiras e organismos internacionais.
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

