O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou neste domingo que o Brasil possui vantagens competitivas para liderar o processo de descarbonização da aviação mundial. A declaração foi feita durante a 82ª Assembleia Anual da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), realizada no Rio de Janeiro.
Em seu discurso, Alckmin destacou que a redução das emissões de carbono tornou-se uma das principais prioridades do setor aéreo internacional, especialmente diante dos elevados custos do combustível de aviação e da volatilidade dos preços no mercado global.
Segundo o vice-presidente, o Brasil reúne condições favoráveis para se tornar referência na produção de Combustível Sustentável de Aviação (SAF, na sigla em inglês). Ele ressaltou fatores como a forte produção de biocombustíveis, a ampla disponibilidade de recursos naturais, a biodiversidade e a capacidade de pesquisa científica desenvolvida no país.
De acordo com Alckmin, essas características colocam o Brasil em posição privilegiada para liderar o desenvolvimento de tecnologias e a produção de combustíveis sustentáveis destinados ao transporte aéreo. O tema tem sido um dos mais debatidos durante os encontros e painéis promovidos pela IATA.
O vice-presidente também aproveitou a oportunidade para destacar ações do governo federal voltadas ao fortalecimento da infraestrutura aeroportuária brasileira. Entre as iniciativas mencionadas estão as obras realizadas em 42 aeroportos ao longo de 2024 e os investimentos destinados à integração de 102 aeroportos regionais aos contratos de concessão já existentes.
Alckmin lembrou ainda medidas tributárias adotadas para estimular o setor aéreo. Entre elas, citou a redução das alíquotas de PIS e Cofins incidentes sobre o transporte regular de passageiros e a diminuição gradual do imposto aplicado às operações de leasing de aeronaves.
Segundo ele, essas ações geraram economia de centenas de milhões de reais para as empresas do segmento e contribuíram para ampliar a competitividade da aviação brasileira.
Ao encerrar sua participação, o vice-presidente afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva considera a aviação uma política de Estado e defendeu a continuidade de investimentos voltados à expansão da conectividade aérea e à transição para modelos mais sustentáveis de transporte.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

