O governo federal afirmou nesta segunda-feira (29) que a nova etapa do programa Desenrola não deverá provocar impactos relevantes sobre a inflação nem comprometer a atuação do Banco Central na condução da política monetária.
Durante o lançamento da iniciativa voltada aos consumidores que mantêm as contas em dia, os ministros Dario Durigan, da Fazenda, e Bruno Moretti, do Planejamento e Orçamento, defenderam que o programa tem como objetivo substituir dívidas com juros elevados por linhas de crédito mais baratas, sem estimular significativamente o consumo.
Segundo Durigan, associar o Desenrola Adimplentes a um afrouxamento da política econômica representa uma interpretação equivocada. De acordo com o ministro, o programa apenas reduz o custo financeiro de operações já existentes, beneficiando consumidores que atualmente enfrentam taxas de juros elevadas.
Para viabilizar a nova fase, o Tesouro Nacional fará um aporte de R$ 4 bilhões às instituições financeiras participantes. Desse total, R$ 3 bilhões serão destinados ao Desenrola Adimplentes e R$ 1 bilhão ao Fies Empreendedor.
Os recursos funcionarão como funding para as operações de crédito e deverão ser devolvidos pelos bancos ao governo após a realização das operações.
Bruno Moretti explicou que o mecanismo possui natureza financeira e, por isso, não produzirá efeitos sobre o resultado primário das contas públicas. Segundo ele, trata-se de um recurso reembolsável, classificado como despesa financeira, e não como gasto primário, preservando as metas fiscais previstas pelo governo para os próximos exercícios.
Foto: Ricardo Stuckert / PR

