O Ministério da Saúde reforçou a recomendação para aplicação da vacina contra o sarampo em bebês residentes na capital paulista após a confirmação de três casos da doença em crianças menores de dois anos na zona norte da cidade. A orientação também foi estendida ao município de Guarulhos devido à intensa circulação de pessoas entre as duas localidades e ao risco de disseminação do vírus.

A pasta recomenda a chamada dose zero, destinada a crianças de seis meses até onze meses e vinte e nove dias de idade. Essa aplicação tem como objetivo ampliar a proteção de uma faixa etária considerada mais vulnerável às complicações provocadas pelo sarampo. O Ministério destaca que essa dose não substitui as previstas no Calendário Nacional de Vacinação, que permanecem disponíveis gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde para pessoas entre doze meses e cinquenta e nove anos.

Além da intensificação da vacinação, as autoridades sanitárias adotaram medidas de vigilância epidemiológica para impedir a transmissão local da doença. Entre as ações estão a busca ativa por casos suspeitos, o monitoramento de pessoas que tiveram contato com os pacientes, a investigação epidemiológica e o bloqueio vacinal nas áreas consideradas de maior risco.

Segundo o Ministério da Saúde, os três casos confirmados podem estar relacionados ao contato com pessoas procedentes do exterior. Das crianças infectadas, duas frequentam a mesma creche e a terceira reside na mesma região da cidade, circunstâncias que reforçaram a necessidade de intensificar as medidas preventivas.

Em 2025, o Brasil registrou 38 casos de sarampo, todos classificados como importados, o que permitiu ao país manter o reconhecimento de território livre da circulação endêmica da doença. Entretanto, o cenário internacional continua preocupante. Neste ano, o México notificou 11.771 casos, enquanto os Estados Unidos registraram 2.104 infecções e o Canadá contabilizou 1.073 casos.

O aumento da circulação do vírus nas Américas levou a Organização Pan-Americana da Saúde a retirar do continente, no ano passado, o status de região livre de transmissão endêmica do sarampo, reforçando a importância da vacinação para evitar novos surtos.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


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