A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) prorrogou até o dia 20 de julho o prazo de inscrições para a 13ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma). A decisão amplia o período para que professores de todo o país possam inscrever projetos desenvolvidos com estudantes nas áreas de saúde, meio ambiente, educação e ciência. A participação é gratuita e as inscrições devem ser realizadas pela plataforma oficial da Olimpíada.
Podem participar estudantes do Ensino Fundamental II, Ensino Médio, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e Ensino Técnico Concomitante, matriculados em escolas públicas e privadas. Os trabalhos podem ser apresentados nas modalidades de produção audiovisual, produção de texto ou projeto de ciências, desde que tenham sido desenvolvidos entre o ano de 2025 e o dia 30 de junho de 2026.
Segundo a coordenadora nacional da Olimpíada, Cristina Araripe, a prorrogação do prazo reforça o compromisso da Fiocruz com a divulgação científica e com o incentivo à participação de professores e estudantes em atividades voltadas à produção do conhecimento. Ela destacou que a ampliação do calendário permitirá que mais escolas concluam seus projetos e compartilhem experiências científicas com a comunidade escolar.
A expectativa da instituição é registrar um aumento significativo no número de inscrições, uma vez que muitas escolas ainda estavam finalizando atividades pedagógicas do primeiro semestre letivo. Com isso, a Fiocruz espera ampliar o alcance da iniciativa e estimular a integração entre ensino, pesquisa e promoção da saúde.
O processo de seleção ocorrerá em etapas. Na fase regional, prevista para ser concluída até agosto, serão escolhidos 42 projetos considerados destaques em diferentes regiões do país. Esses trabalhos avançarão para a etapa nacional, quando serão selecionados seis projetos vencedores, que receberão troféus e certificados de participação no encerramento da Olimpíada.
Os autores dos projetos classificados na etapa regional terão direito à participação na cerimônia nacional de premiação, que será realizada no campus da Fiocruz, no Rio de Janeiro. Um professor e um estudante de cada equipe representarão seus trabalhos, com despesas de viagem custeadas pela Fiocruz e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
A Olimpíada também mantém a premiação especial “Menina Hoje, Cientista Amanhã”, destinada a equipes formadas exclusivamente por professoras e alunas. A iniciativa busca incentivar o protagonismo feminino nas áreas de ciência, tecnologia e inovação desde a educação básica.
Criada em 2001, a Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente é realizada a cada dois anos e já mobilizou, nas doze edições anteriores, cerca de 3,6 mil escolas distribuídas por 3,2 mil municípios brasileiros. Ao longo desse período, mais de 10 mil projetos foram inscritos, envolvendo aproximadamente 510 mil estudantes e 28,5 mil professores, consolidando a iniciativa como uma das principais ações nacionais de incentivo à educação científica.
Foto: Cris Vicente/OBSMA

