O pré-candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, anunciará nesta quarta-feira a escolha do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, como candidato a vice-presidente em sua chapa para as eleições de 2026. A decisão foi confirmada por interlocutores da pré-campanha e também comunicada por Kassab a aliados políticos após aceitar o convite para integrar a composição.

Nesta terça-feira, Caiado e Kassab se reúnem em São Paulo para definir os últimos detalhes da chapa e alinhar a estratégia eleitoral que será adotada nos próximos meses. A oficialização ocorrerá em evento marcado para quarta-feira, em Brasília, convocado pelo ex-governador para apresentar oficialmente a composição da candidatura.

Na segunda-feira, ao ser questionado sobre o nome que ocuparia a vaga de vice, Caiado preferiu manter o suspense, mas indicou que a definição já estava concluída. Segundo ele, o anúncio seria feito apenas durante o evento programado na capital federal.

A escolha encerra um período de negociações internas no PSD. Inicialmente, integrantes da direção nacional discutiram a possibilidade de buscar um vice em outro partido para ampliar o arco de alianças e fortalecer politicamente a candidatura. Entre as legendas que chegaram a ser consideradas estavam o União Brasil e o PP.

A estratégia tinha como objetivo ampliar o tempo de propaganda eleitoral, aumentar a estrutura política disponível para a campanha e facilitar a construção de novas alianças antes das convenções partidárias. No entanto, as negociações não avançaram como esperado.

Dentro do PSD, uma corrente liderada por Kassab defendia desde o início que a chapa fosse formada exclusivamente por integrantes da legenda. O entendimento era de que o partido deveria apresentar uma candidatura própria completa, fortalecendo sua identidade nacional durante a disputa presidencial.

Entre os defensores dessa posição estava o ex-governador e ex-senador Jorge Bornhausen, que argumentava que o PSD possuía quadros suficientes para formar uma chapa competitiva sem depender de alianças para a escolha do vice.

A avaliação acabou prevalecendo na direção partidária. Além das dificuldades para construir acordos com outras legendas, pesou o fato de Caiado ter ingressado recentemente no PSD, após deixar o União Brasil. Dirigentes históricos defenderam que a vaga de vice permanecesse com um nome identificado com a trajetória e a estrutura da própria sigla, consolidando uma chapa exclusivamente formada por representantes do PSD para a disputa presidencial de 2026.

Foto: Edilson Dantas


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