A pré-candidatura de Miguel Correa (PDT) ao governo de Minas já estava fragilizada pelo “fogo amigo” de Ciro Gomes. Agora, porém, sofreu um revés que, na prática, praticamente a sepulta. Em decisão monocrática no dia 1º de julho, divulgada no último dia 5 no Diário do Judiciário Eletrônico (DJE), a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo movido por Correa contra a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – que cassou os direitos políticos dele por oito anos, por abuso de poder econômico nas eleições de 2018, quando foi candidato ao Senado pelo PT.

Na decisão, a ministra manteve a condenação de Correa pelo TSE, rejeitando os embargos do recurso que ela classificou como “de caráter nitidamente protelatório” e impondo, ainda, aplicação de multa (de um salário mínimo). Apesar da decisão do STF, Miguel Correa ainda insiste em não jogar a toalha porque seus advogados seguem vendendo uma esperança de reviravolta, mas o Aparte apurou que a retirada da pré-candidatura é um caminho sem volta e questão de tempo.

A coluna entrou em contato com o presidente do PDT em Minas, o deputado federal Mário Heringer, mas ele não confirma a decisão do partido de retirar a pré-candidatura de Correa. “Estamos avaliando a situação, conversando com o Miguel, de quem gosto e sou amigo, e com os advogados. Estamos conversando”, limitou-se a dizer Heringer.

O primeiro baque de Correa veio do próprio presidenciável do PDT. “(Miguel Corrêa) não é do PDT e não será candidato. É inelegível porque tem ficha suja”, disparou Ciro Gomes em entrevista, no dia 26 de maio. Agora, com a decisão do STF, o PDT se vê diante do cenário de não ter candidatura própria ao governo de Minas. Restaria buscar alianças para compor uma chapa…


Paola Tito