O ex-deputado federal Miguel Corrêa (PDT) anunciou na noite desta quinta-feira (14) que não irá mais concorrer ao governo de Minas Gerais. Em uma carta publicada nas redes sociais, ele alegou que com o fim do casamento vai precisar dedicar mais tempo para os filhos e que vive um “momento delicado de sua vida”.

A pré-candidatura de Miguel Corrêa já estava sob suspeitas de que se vingaria de fato, já que ele foi declarado inelegível em abril deste ano pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Por fim, é com muito orgulho que comunico a minha desistência, desistência momentânea de um sonho de vida melhor para os mineiros, porém, nada é maior em minha vida que meus três amores, e é para eles que vivo e quero oferecer o meu melhor como pai!”, diz um trecho da carta divulgado por Miguel Corrêa.

A desistência de Corrêa torna verdade a profecia do colega de partido e pré-candidato a presidente Ciro Gomes (PDT) fez em maio deste ano quando afirmou que Miguel Corrêa não seria candidato. Ciro disparou contra Corrêa afirmando que ele “é ficha suja” e que “não será (seria) candidato” ao Executivo estadual.

Além disso, o deputado federal e presidente do PDT em Minas, Mário Heringer, chegou a dizer em entrevista para Super N 1ª edição, da Rádio Super 91,7 FM, na segunda-feira (11) que iria conversar com Miguel Corrêa para que ele desistisse da disputa eleitoral após o Superior Tribunal Federal (STF) negar recurso contra sua condenação.

“Não dá para dizer que a realidade não se impõe. Essa questão dos tribunais pegou a gente de surpresa. Em resumo, o que os advogados dizem com toda clareza é que é uma situação difícil de reverter”, afirmou Heringer para o Café com Política, do programa Super N 1ª edição, da Rádio Super 91,7 FM, na segunda-feira (11).

Condenação no TSE

Na decisão, que ocorreu no fim de março deste ano, o plenário do TSE entendeu que o ex-deputado federal Miguel Corrêa, quando candidato ao Senado, pelo Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições de 2018, praticou abuso do poder econômico e captação ilícita de recursos para a criação de aplicativo de internet e a contratação de influenciadores digitais em benefício da campanha. No ano passado, o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), por unanimidade, tinha absolvido o ex-deputado, no entanto, para os ministros do TSE, o entendimento foi outro. No dia 11, o STF negou um recurso do ex-deputado.


Paola Tito