A Fake News na campanha do governador Romeu Zema (NOVO) não tem nenhum limite, e chegou ao ponto de “fingir” um direito de resposta em sua propaganda eleitoral na televisão. O desembargador Ramom Tácio determinou a suspensão imediata do vídeo, sob a pena de um pagamento de multa de R$ 5 mil para cada exibição.

A ‘resposta’ veiculada em horário eleitoral gratuito, empregando imagem de fundo azul e dizeres em letras brancas “DIREITO DE RESPOSTA”, contendo também o inscrito “Garantido a todos pela Constituição de República, art. 5º, I”, representa nítido falseamento de direito concedido pela Justiça Eleitoral e atenta, inclusive, contra o sistema eleitoral”, afirmou o desembargador em sua decisão.

A defesa da Coligação Juntos pelo Povo de Minas Gerais argumentou que, com o arranjo, a campanha de Zema tentou induzir o eleitor a acreditar que a Justiça Eleitoral teria reconhecido como falsa as falas do candidato Alexandre Kalil (PSD) sobre o Regime de Recuperação Fiscal e, por isso, teria concedido direito de resposta aos representados.

Na falsa propaganda, o governador Romeu Zema mente também sobre as regras do Regime de Recuperação Fiscal. Afirma que o regime, que ele acertou com o governo federal, permite a contratação de pessoal, o que não é verdade.

Segundo o artigo 8º da Lei Complementar 159/2017, que instituiu o Regime, fica proibida a admissão ou contratação de pessoal, ressalvadas as reposições de cargos de chefia e de direção que não acarretem aumento de despesa e de contratos temporários; e a realização de concursos públicos.

Fake News

As Fakes News na campanha de Zema seguem um padrão semelhante ao que ocorre na disputa nacional. Na última segunda-feira (20/09), apoiadores do presidente Jair Bolsonaro espalharam um vídeo, simulando uma notícia do Jornal Nacional com um falso anúncio do resultado de uma pesquisa, em que ele aparecia na frente do ex-presidente Lula.

Zema, no entanto, foi mais além ao publicar a mentira em sua própria propaganda eleitoral.


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