O senador Alexandre Silveira (PSD) protocolou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 30, de 2022, que proíbe os governos derrotados nas eleições de venderem ou privatizarem empresas públicas durante o período de transição do governo. O objetivo, segundo Silveira, é garantir que o governo eleito democraticamente possa definir sobre este tipo de processo, e não mais a atual gestão, que não terá mais controle sobre as privatizações.

É completamente inadequado que nos últimos dois ou três meses de um governo derrotado democraticamente, no apagar das luzes, se tome decisões tão importantes para a nossa sociedade e que podem impactar o plano de governo da nova gestão. A avaliação dos processos deve ser do novo governo, e não de quem não terá mais gestão sobre eles. Também é inadmissível que se queiram fazer caixa com a venda do patrimônio brasileiro nos últimos dias de governo para pagar juros da dívida. A nossa PEC vai proibir este tipo de prática que pode ser muito danosa ao país. O que queremos é mais transparência e discussão com a sociedade, e não decisões a toque de caixa”, afirmou o senador mineiro.

Alexandre Silveira justifica que, assim como a Lei de Responsabilidade Fiscal veda a contratação de despesas que serão pagas pelo novo governo, a PEC proposta por ele pretende assegurar que a alternância de governos, princípio fundamental da democracia, seja sempre feito de forma adequada e respeitando a escolha definida pelos eleitores. Além disso, a medida pode evitar possíveis frustrações ao programa do governo eleito.

Assim, a Constituição passará a vigorar com o seguinte texto: “Salvo no caso de reeleição do Chefe do Poder Executivo, é vedada a alienação de bens públicos, inclusive o controle de empresas públicas ou sociedades de economia mista, no período entre as eleições e a posse de um novo governo”.


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