Em um mundo interconectado, é crucial que os estudantes desenvolvam uma mentalidade global e competências transculturais. A internacionalização do currículo é uma abordagem que permite que os jovens se tornem cidadãos capazes de participar e ter sucesso em uma sociedade globalizada.
Nessa premissa, o intercâmbio estudantil se aproxima da realidade dos jovens da Fundação Helena Antipoff (FHA) por meio do projeto “Cidadão Global: de Minas para o Mundo”, com o objetivo de levar o acesso à educação intercultural aos alunos da escola pública. A fundação foi a primeira instituição do estado de Minas Gerais a oferecer essa oportunidade para estudantes da educação básica.
Nessa segunda-feira (19/6), foi realizada a cerimônia de anúncio dos estudantes selecionados para o intercâmbio estudantil em 2024. São dez alunos da Escola Sandoval Soares de Azevedo, que fica dentro do campus da FHA em Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). O embarque está programado para janeiro do ano que vem, inicialmente para Argentina, África do Sul, Itália, Espanha, França e Alemanha.
Entre os participantes da cerimônia estavam o presidente da Fundação Helena Antipoff, Vicente Tarley; a gerente de Projetos e Resultados da Fundação, Carolina Lobo Silva; a presidente do Serviço Social Autônomo (Servas), Christiana Renault; o chefe de gabinete da Secretaria de Governo (Segov), Gustavo Oliveira Braga; a diretora da Escola Técnica e Escola Sandoval Soares de Azevedo, Lorenna de Melo Pinheiro Cardoso; a chefe de gabinete da Secretaria de Estado de Educação (SEE-MG), Ana Costa Rego; e a superintendente de Participação e Diálogos Sociais da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), Cíntia Mara Batista de Araújo.
“Nós vamos dar sequência, nós vamos acreditar e nós vamos fazer com que o projeto Cidadão Global aconteça. E foi passo a passo que chegamos a 2023, levando dez alunos, e em 2024 levaremos mais dez alunos”, disse o presidente da Fundação Helena Antipoff, Vicente Tarley. “Entendemos que todos merecem o melhor estudo, a melhor educação”, completou.
Aos estudantes, a presidente do Servas falou sobre a experiência transformadora do intercâmbio, não só na parte da aprendizagem, como no crescimento pessoal. “Lembrem-se das suas raízes e valorizem as suas raízes. Isso vocês terão para o resto da vida de vocês também. Vocês são os maiores responsáveis pela sua própria educação, pela construção da sua vida, pelas suas escolhas e pelos resultados das decisões que vocês tomarem”, aconselhou Christiana Renault.
Maria Eduarda Eliziário está entre os estudantes selecionados para uma bolsa de intercâmbio e vai para a Alemanha no ano que vem. “Eu estou muito ansiosa. Foi uma experiência incrível, foi de muito aprendizado, todas as palestras e etapas do projeto. Se não fosse pela Fundação Helena Antipoff, eu acho que a gente não teria essa oportunidade de realizar nossos sonhos hoje”, comenta a aluna do curso técnico de Agronegócio.
Júlio César Santos de Oliveira, do segundo ano do ensino médio e do curso técnico em química, também está entre os escolhidos. “É uma conquista não só para mim, mas para todo mundo que me apoiou e me ajudou a não desistir disso. Sou muito grato a essas pessoas, todas que me ajudaram e as pessoas envolvidas no projeto por proporcionarem isso para mim”, agradece o adolescente, que vai estudar na África do Sul.
Projeto
Desde 2018, a Fundação Helena Antipoff tem buscado a implementação de competências globais em sua grade curricular através de projetos de internacionalização do currículo.
Ao longo do ano, os estudantes participam de palestras e oficinas com temas baseados nos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU).
Além disso, os participantes são convocados a serem multiplicadores dessa formação e realizarem atividades de intervenção na escola e comunidade de forma a proporcionar mais interação e engajamento social. No fim do ano letivo, os alunos têm a oportunidade de se inscreverem em uma seleção de bolsas de estudo para vivenciar até um ano do ensino médio em uma escola no exterior.
Em 2019, dois alunos foram enviados à Itália para cursarem ensino médio. Em 2020, devido às fronteiras fechadas pelas restrições da pandemia da covid-19, o programa encontrou dificuldades para oferecer novas vagas. No final de 2021, quando houve mais flexibilidade de trânsito entre países, a Fundação Helena Antipoff enviou quatro estudantes para a Itália e uma para a Finlândia.
Em 2022, a instituição fez a abertura do Edital de Chamamento Público para recebimento de propostas de organizações da sociedade civil para a celebração de termo de colaboração para realizar o intercâmbio dos alunos em 2023/2024.
Neste ano, em 2023, dez bolsistas foram selecionadas para o intercâmbio estudantil na Bélgica, Itália, Argentina, África do Sul, Espanha e França. Eles começam a embarcar em julho.

