A Câmara Municipal de Belo Horizonte anunciou restrições à entrada do público externo devido a ameaças recebidas por parlamentares nos últimos dias.

Segundo a presidência do legislativo municipal, pessoas de fora só poderão entrar na Casa para comparecer a reuniões nos gabinetes dos vereadores, mediante verificação pelas equipes de cada parlamentar e da Superintendência de Segurança.

Reuniões ordinárias e extraordinárias de comissões especiais, permanentes e parlamentares de inquérito, além de sessões ordinárias e extraordinárias, ficarão restritas a parlamentares e servidores essenciais às atividades.

Quando necessário, o público externo deverá participar on-line.

Além disso, a presidência enviou um ofício à Prefeitura de Belo Horizonte solicitando a presença “mais ostensiva” da Guarda Municipal no entorno da Câmara, localizada no bairro Santa Efigênia, na Região Centro-Sul da capital, e em visitas técnicas de vereadores.

Vereadoras de BH denunciam ameaça de ‘estupro corretivo’

De acordo com a presidência da Casa, as medidas foram adotadas porque parlamentares receberam, por e-mail, ameaças de “banho de sangue na sede do poder legislativo”. As restrições são válidas por tempo indeterminado.

As ameaças foram dirigidas às vereadoras Cida Falabella (PSOL) e Iza Lourença (PSOL), que, na última semana, já tinham denunciado ter sido ameaçadas de “estupro corretivo”. No sábado (19), Iza afirmou que também recebeu ameaças de morte.

As duas parlamentares estão sendo escoltadas pela Guarda Municipal. Segundo a Polícia Civil, as investigações em que elas figuram como vítimas estão em tramitação na Delegacia Especializada em Investigação de Crimes de Racismo, Xenofobia, LGBTfobia e Intolerâncias Correlatas (Decrin), em Belo Horizonte.

A reportagem questionou a Prefeitura de Belo Horizonte sobre a solicitação de mais segurança no entorno da Câmara. Em nota, o município afirmou que, “caso o pedido seja feito, irá avaliá-lo”.


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