A ordem de prisão preventiva do militar foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. O Supremo informou que o ex-ajudante de Bolsonaro foi preso por descumprimento de medidas judiciais e por obstrução de Justiça. A Corte não detalhou quais medidas cautelares foram descumpridas.
Cid foi preso depois do vazamento de áudios em que ele afirma ter sido pressionado pela Polícia Federal durante depoimentos, e também faz críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do STF. As gravações foram divulgadas pela revista “Veja” nesta quinta-feira (21).
Antes de ser preso, Cid foi ouvido por cerca de 30 minutos, no STF, por um juiz auxiliar do ministro Alexandre de Moraes sobre o conteúdo dos áudios revelados pela revista.
O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), Mauro Cid, desmaiou após saber que voltaria para a prisão por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Uma fonte disse ao blog de Natuza Nery, que socorristas precisaram entrar na sala para ajudá-lo. Cid conseguiu se recuperar.
Segundo o STF, após o depoimento ao auxiliar de Moraes, Cid foi encaminhado ao Instituto Médico Legal pela Polícia Federal. Além disso, agentes da PF cumpriram mandado de busca e apreensão na residência do militar.
Também após a revelação dos áudios, a Polícia Federal acionou o STF. A corporação quer explicações de Mauro Cid sobre as gravações e diz que foi “levianamente” acusada.
O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Passos Rodrigues, fez uma representação contra o tenente-coronel Mauro Cid no Supremo Tribunal Federal (STF) na noite desta quinta-feira, 21. Em áudios divulgados pela revista Veja, o ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirma que o inquérito da PF que apura a tentativa de golpe de Estado é uma “narrativa pronta”.
O diretor da PF afirmou à jornalista Míriam Leitão do jornal O Globo que as declarações foram vistas “com gravidade” e que a corporação busca um esclarecimento no STF. “Ninguém acusará a PF e o STF dessa forma e ficará incólume”, disse.
Nesta sexta-feira, 22, após a divulgação dos áudios, Cid foi convocado a comparecer a uma audiência com o desembargador Airton Vieira, juiz instrutor do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, para esclarecer as acusações à Operação Tempus Veritatis.
Nos áudios, Cid ainda disse que Moraes já tem a sentença dos investigados e que “no momento que ele achar conveniente, denuncia todo mundo, o PGR acata, aceita e ele prende todo mundo”. O tenente-coronel também afirmou que a PF queria que ele falasse coisas sem conhecimento ou que não aconteceram, pois os investigadores do inquérito “não queriam saber a verdade” sobre a tentativa de golpe de Estado, e sim confirmar a narrativa deles.
Por meio de nota, a defesa de Cid admitiu que a voz nas gravações divulgadas pela revista é do militar, mas alegou que as declarações são “meros desabafos” do investigado.

