As negociações de cessar-fogo entre Israel e Hamas, mediadas pelos Estados Unidos, enfrentam dificuldades devido às exigências israelenses sobre a presença militar em Gaza e à libertação de prisioneiros palestinos. Divergências entre as partes impedem o avanço do acordo, conforme relataram fontes com conhecimento das conversas concluídas na semana passada.

Um dos principais pontos de impasse é a exigência de Israel de manter tropas ao longo do Corredor de Netzarim, uma área que restringe a circulação entre o norte e o sul de Gaza. Além disso, Israel quer controlar a fronteira de Gaza com o Egito, no Corredor de Philadelphi, o que também tem gerado preocupações por parte do Hamas.

Embora o Hamas tenha aceitado uma versão da proposta de cessar-fogo apresentada pelo presidente dos EUA, Joe Biden, em maio, o grupo palestino está agora receoso de que Israel esteja modificando os termos acordados “de última hora”. Segundo uma fonte próxima às negociações, o Hamas teme que qualquer concessão seja seguida por novas exigências por parte de Israel.

Apesar de o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, negar que tenha feito novas exigências, a proposta mais recente de Israel, apresentada durante uma reunião de mediadores em Roma, sugere a presença de tropas israelenses em áreas estratégicas de Gaza para impedir o movimento de combatentes do Hamas.

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, esteve na região em uma tentativa de buscar um avanço nas negociações. Blinken afirmou que Israel aceitou uma nova proposta dos EUA para reduzir as divergências, mas pediu que o Hamas também faça concessões. Ele destacou que será necessário finalizar os detalhes da implementação do cessar-fogo para que o acordo possa ser efetivado.

A próxima rodada de negociações está prevista para ocorrer no Cairo nos próximos dias, com foco na proposta de transição apresentada pelos EUA. No entanto, os desafios permanecem, especialmente em relação à presença militar israelense nos corredores de Philadelphi e Netzarim, bem como à libertação de prisioneiros palestinos.


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