O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira (15) que o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia deve entrar em vigor no segundo semestre deste ano, após décadas de negociações. Segundo ele, a assinatura formal do tratado está prevista para sábado (17), encerrando um processo iniciado há cerca de 25 anos e que enfrentou sucessivos impasses políticos e econômicos ao longo do tempo.
“O acordo finalmente será assinado, depois de muitos anos de tratativas que não avançavam. Concluída essa etapa, cada bloco precisará cumprir seus ritos internos para que o tratado passe a valer”, declarou o ministro. Ele explicou que, após a assinatura, o Parlamento Europeu deverá aprovar a legislação correspondente e, no Brasil, o Congresso Nacional precisará internalizar o acordo por meio de lei específica.
“A expectativa é que a aprovação ocorra ainda no primeiro semestre, permitindo que, no segundo semestre, o acordo já esteja em plena vigência”, afirmou Alckmin. Segundo ele, a implementação será imediata após a conclusão desses trâmites institucionais.
Durante entrevista a emissoras de rádio no programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação, Alckmin destacou a dimensão econômica do acordo, que envolve um mercado estimado em US$ 22 trilhões e cerca de 720 milhões de consumidores. Ele ressaltou que se trata do maior acordo comercial já firmado entre dois blocos econômicos.
“O Mercosul reúne cinco países, enquanto a União Europeia conta com 27 nações altamente desenvolvidas. Isso significa ampliar exportações, reduzir tarifas e estimular o comércio com regras claras”, disse. Para o ministro, os consumidores também serão beneficiados, com produtos mais baratos e de melhor qualidade, além de geração de empregos.
Alckmin avaliou ainda que o acordo representa um sinal positivo ao mundo. “Em um cenário de guerras, tensões geopolíticas e protecionismo, o diálogo e a negociação mostram que o multilateralismo continua sendo um caminho viável.”
Foto: Cadu Gomes/VPR

