A Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou o uso de um novo medicamento para pacientes diagnosticados na fase inicial da doença de Alzheimer. O remédio, chamado Leqembi, teve o registro publicado no Diário Oficial da União e passa a integrar as opções terapêuticas disponíveis no país para casos de demência leve associada à enfermidade.

O medicamento é produzido a partir do anticorpo monoclonal lecanemabe e tem como objetivo retardar a progressão do declínio cognitivo em pessoas que ainda se encontram nos estágios iniciais da doença. Segundo a Anvisa, o princípio ativo atua reduzindo as placas beta-amiloides acumuladas no cérebro, alteração considerada uma das principais características do Alzheimer.

O produto é apresentado na forma de solução para diluição e posterior infusão intravenosa, devendo ser administrado conforme critérios médicos específicos e acompanhamento especializado. A agência reguladora informou que a eficácia clínica do lecanemabe foi avaliada em um estudo principal que envolveu mil setecentas e noventa e cinco pessoas diagnosticadas com Alzheimer em estágio inicial.

Os participantes apresentavam presença confirmada de placas beta-amiloides no cérebro e receberam o novo medicamento ou placebo durante o período do estudo. “A principal medida de eficácia foi a mudança nos sintomas após dezoito meses”, informou a Anvisa.

A avaliação utilizou a escala CDR-SB, instrumento que mede a gravidade da demência e os impactos do comprometimento cognitivo na vida diária. No subgrupo analisado, pacientes tratados com o Leqembi apresentaram progressão.

Foto: Eisai/Divulgação


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