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A Embaixada Britânica no Brasil divulgou uma nota nesta sexta-feira (22) em apoio ao processo eleitoral brasileiro. Os diplomatas reafirmaram a confiança “no bom funcionamento” do processo democrático do Brasil. E disseram que “quem for escolhido pela nação brasileira”, em “eleições livres e justas”, poderá contar com o governo britânico para fortalecer as relações entre os dois países.

“Acreditamos na força da democracia do Brasil, que conta com instituições sólidas e transparentes. Em eleições passadas, o sistema eleitoral e as urnas eletrônicas mostraram segurança e reconhecimento internacional por sua celeridade e eficiência”, diz a Embaixada britânica.

No comunicado, a Embaixada menciona o “amplo debate público sobre o sistema eleitoral brasileiro” que marcou a semana. Porém, não cita diretamente a reunião de Jair Bolsonaro (PL) com embaixadores na última segunda-feira (18), em que ele voltou a levantar suspeitas sobre o sistema eleitoral. A embaixadora interina do Reino Unido no Brasil, Melanie Hopkins, não estava na lista de diplomatas convidados para a reunião no Palácio do Planalto.

Reação internacional

O posicionamento da diplomacia britânica vem um dia após a Embaixada dos Estados Unidos afirmar que as eleições do Brasil “servem como modelo para as nações do hemisfério e do mundo”. “Os Estados Unidos confiam na força das instituições democráticas brasileiras. O país tem um forte histórico de eleições livres e justas, com transparência e altos níveis de participação dos eleitores”, disseram os norte-americanos.

Horas depois, o porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos (EUA), Ned Price, também reafirmou a confiança no sistema eleitoral brasileiro, durante pronunciamento à imprensa em Washington.

“Eleições vêm sendo realizadas pelo capacitado e já testado sistema eleitoral brasileiro e pelas instituições democráticas com sucesso por muitos anos. Então, é um modelo para nações não apenas neste hemisfério, mas além”, disse Price.

Isolamento interno

As centrais sindicais também se manifestaram, em nota, pedindo a união da sociedade para garantir “eleições livres e em clima de tranquilidade” em outubro. E denunciaram Bolsonaro, que diante da ameaça iminente de ser derrotado democraticamente, “investe em tumultuar o processo eleitoral espelhando-se em seu ídolo, Donald Trump”.

Os sindicalistas fazem menção à invasão do Capitólio dos Estados Unidos, em 6 de janeiro de 2021. Estimulados pelo próprio presidente, centenas de manifestantes trumpistas invadiram o Congresso para tentar impedir a certificação da vitória de Joe Biden nas eleições.

Também ontem, 87 organizações que compõem o Pacto pela Democracia repudiaram os ataques de Bolsonaro ao sistema eleitoral. Em resposta, cobraram reação à altura das instituições do Estado brasileiro.

Eles afirmam que o presidente, ao negar o amplo reconhecimento e a confiança internacional do sistema eleitoral brasileiro, expôs o país a uma “situação vexatória”.

Assinam o manifesto a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Artigo19, a Educafro, o Greenpeace Brasil, o Instituto Polis, o MST, a Oxfam Brasil e a WWF, além de outras dezenas de organizações.

A Coalizão em Defesa do Sistema Eleitoral também cobrou diretamente o procurador-geral da República, Augusto Aras, a reagir aos avanços da ameaça autoritária no país.

Do mesmo modo, as organizações da coalizão apontam ações continuadas de Bolsonaro contra a democracia.


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