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O dia deve marcar a oficialização da candidatura de Marcus Pestana (PSDB) ao governo, mesmo em meio a um embate silencioso de sua agremiação com o Cidadania, que forma uma federação com os tucanos, mas apoia a reeleição de Romeu Zema (Novo).

Ontem, o PSDB definiu os contornos da chapa de Pestana: o deputado federal Aécio Neves abriu mão de disputar o Senado Federal e, assim, assegurou espaço ao PDT, que terá Bruno Miranda como postulante da coalizão à Câmara Alta do Congresso.

Paralelamente, políticos do estado protagonizam costuras no plano nacional. Isso porque, também ontem, o deputado federal André Janones, do Avante, anunciou a retirada de sua candidatura à Presidência da República para endossar Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Embora a janela de convenções esteja perto de fechar, a possibilidade de entregar as atas das conferências partidárias à Justiça Eleitoral até o próximo dia 15 permite que as legendas estendam as articulações para construir alianças. Os dez dias extras possibilitam, ainda, a ampliação dos debates para preencher lacunas nas chapas, como vices e suplentes.

Pestana será o último dos 10 postulantes ao Palácio Tiradentes oficializado na disputa. O alinhamento ao PDT, construído ao longo das últimas semanas, gerou, inclusive, apoio do ex-deputado federal à candidatura presidencial de Ciro Gomes.

Ontem, ao explicar a decisão de tentar novo mandato na Câmara dos Deputados em vez de buscar um retorno ao Senado, Aécio disse ter feito o movimento para “fortalecer” o palanque tucano no estado e elogiou o trabalhista Bruno Miranda.

“O mais importante, neste momento, é fortalecer a candidatura de Marcus Pestana ao governo. Isso passa, também, pelo fortalecimento da nossa aliança. Vou deixar a disputa ao Senado, em nossa chapa, para Bruno Miranda, grande quadro do PDT”, afirmou. “Continuarei candidato a deputado federal, retomando o trabalho que venho fazendo na Câmara”, completou.

Apesar do bom desempenho de Aécio em pesquisas a respeito das intenções de voto para a única vaga no Senado em jogo neste ano, o PSDB traça estratégia a médio prazo. “Percebemos que o chamado, em verdade, é para que ele volte a ser o principal nome da política mineira e também candidato ao governo do estado em 2026”, justificou o deputado federal Paulo Abi-Ackel, presidente do diretório tucano em Minas.

Segundo o dirigente, outra hipótese para o futuro de Aécio é emplacá-lo na corrida ao Senado daqui a quatro anos. “O importante é abraçar agora a aliança que fizemos com o PDT”, minimizou.

A despeito do acordo com os trabalhistas, que culminou no apoio de Pestana ao presidenciável Ciro Gomes, o PSDB lida com rachaduras na federação com o Cidadania. Ontem, o partido, outrora chamado de PPS, anunciou que caminhará informalmente com Zema.

Apesar da adesão ao governador, as regras eleitorais obrigam o Cidadania, minoritário na federação com o PSDB, a entregar, a Pestana e Miranda, sua fatia no tempo de propaganda no rádio e na televisão.

Suplentes indefinidos

Fora os candidatos suplentes ao Senado, a única lacuna na chapa de Pestana é a vaga de vice. A situação contrasta com as coalizões em torno de Romeu Zema (Novo) e Alexandre Kalil (PSD), com os principais postos já preenchidos. No grupo do governador, Mateus Simões (Novo) será o vice, com Marcelo Aro (PP) no Senado; o ex-prefeito de Belo Horizonte, por seu turno, faz dobradinha com André Quintão (PT) e apoia a reeleição do senador Alexandre Silveira (PSD).

Embora confirmados no páreo, Aro e Silveira ainda não definiram os dois suplentes que cada um terá. Os companheiros do deputado do PP devem sair da coligação que circunda Zema, que tem legendas como Podemos, Avante, Democracia Cristã (DC), Patriota e PMN.

O senador, por sua vez, terá à disposição, além de correligionários pessedistas, políticos de PT, PSB, PCdoB e PV. Segundo apurou o Estado de Minas, há a possibilidade de uma das suplências de Silveira ficar com um petista – e veteranos do partido aparecem na lista de favoritos.

Os rumos de Cleitinho

Hoje, o PSC também fará a sua convenção. O partido tende a confirmar o deputado estadual Cleitinho Azevedo como candidato a senador. Há três dias, o parlamentar ganhou o apoio do presidente Jair Bolsonaro (PL) e do senador Carlos Viana, também filiado ao PL e candidato ao governo, com um indicado do União Brasil no posto de vice. Apesar dos acenos, a legenda não deve engrossar a coligação de Viana. A ideia é honrar o plano prévio de seguir com Zema.

“Temos apreço muito grande e excelente relacionamento com Viana, mas para nós, ficaria muito difícil estar numa chapa que concorre com Zema”, defendeu o deputado estadual Noraldino Júnior, vice-presidente do PSC em Minas.

Segundo ele, a ideia é lançar Cleitinho como candidato avulso, sem estar formalmente em uma coalizão. Mesmo com sua legenda fora do cordão que seguirá com o PL, Cleitinho vai caminhar com Bolsonaro.

Há consultas para saber se, tendo um postulante independente ao Senado, o partido pode estar oficialmente no grupo de Zema.No pior dos cenários, o suporte à reeleição do político do Novo vai ser dado de modo informal.

“Temos um alinhamento muito bom (a Zema) e acreditamos que esse projeto é o melhor para o estado”, assinalou Noraldino.

 

 

 

 


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