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As manifestações de Bolsonaro sobre o desaparecimento do indigenista Bruno Araújo e do jornalista inglês Dom Phillips são alvos de críticas até mesmo de integrantes de seu governo. Ministros das alas militar e política ouvidos pela coluna consideram que o presidente errou ao fazer afirmações como as que Dom era “malvisto” na região onde desapareceu e que ele e Bruno saíram para uma “aventura não recomendada”.

Para esses integrantes do governo, esse é o “momento de Bolsonaro demonstrar solidariedade às famílias e não de culpá-los”. Eles apontam que o presidente anda em uma “fase difícil” e que tem se posicionado de maneira negativa em diferentes frentes.

Nesta quarta-feira, Bolsonaro disse em entrevista à jornalista Leda Nagle que Dom Phillips era “malvisto” na região do Vale do Javari, na Amazônia, onde desapareceu, por ter feito reportagens contra garimpeiros. Segundo Bolsonaro, ele deveria ter “redobrado a atenção consigo próprio” antes de fazer uma “excursão”.

Anteriormente, Bolsonaro afirmou que Bruno e Dom “sabiam do risco que corriam naquela região”. O presidente também chegou a definir a expedição como uma “aventura não recomendada”.

A fala foi intensamente repudiada por organizações jornalísticas e indigenistas, já que Bruno e Dom estavam no local para realizar um trabalho de denúncia e tinham amplo conhecimento técnico sobre a região.

 


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