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Com as baixas temperaturas atingindo o Brasil, as algumas doenças infectocontagiosas, como a Covid-19 e a gripe, tendem a aparecer com mais frequência. Isso porque alguns fatores contribuem para maior circulação dos agentes infecciosos causadores dessas patologias.

A sazonalidade dessas doenças respiratórias é esperada com as baixas temperaturas. Porém, é possível se proteger, como explicou o infectologista Robson Reis, professor da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública.

“Temperaturas mais frias e períodos chuvosos fazem com que as pessoas em ambiente de trabalho, em ambiente escolar, em transporte público fiquem mais próximas e fechem as portas e janelas. Isso acaba favorecendo a circulação dos vírus”, disse.

É importante ressaltar que o distanciamento social é uma das principais medidas recomendas pelas autoridades de saúde para evitar a propagação do coronavírus.

Segundo o médico, nos períodos em que as temperaturas são baixas, o risco de transmissão indireta aumenta porque as pessoas levam mais a mão à boca e ao nariz –regiões de entrada para vírus

“Isso [contágio] ocorre quando um indivíduo acaba cumprimentando com a mão [alguém infectado] ou tocando alguma superfície contaminada e levando a mão à boca. O vírus penetra pelo trato respiratório, favorecendo a transmissão indireta”, afirmou.

Para comparação, a transmissão direta ocorre por meio de contato com secreção de outro indivíduo, como, por exemplo, pela tosse e espirro.

Como se precaver da Covid no frio

Com as baixas temperaturas no Brasil, como a cidade de São Paulo, que marcou 7ºC no início da quarta-feira (18), ou Bom Jardim da Serra (SC), que registrou -2,4°C, a tendência é de que as pessoas fiquem em locais fechados e pouco ventilados.

Reis afirma que a orientação é que os estabelecimentos, dependendo da particularidade de cada um, permaneçam arejados. Ele assegura que o vento não traz vírus para dentro do ambiente.

“A exposição à temperatura mais fria, principalmente em pessoas mais sensíveis, pode favorecer uma doença respiratória, especialmente um quadro alérgico. Mas, diretamente, o vento não vai trazer um vírus, isso é um mito”, disse.

À medida que os protocolos da Covid-19 foram sendo flexibilizados em diversas capitais brasileiras, muitas pessoas relaxaram os cuidados para evitar o coronavírus. Porém, o infectologista acrescenta que a melhor forma de se proteger não só da Covid, mas de outros vírus respiratórios, como o da influenza (gripe), é seguir os protocolos já conhecidos.

“Na medida do possível, tentar manter o distanciamento físico Também fazer a higienização das mãos com água e sabão ou álcool gel. Se for ficar em ambiente com muitas pessoas, é importante a utilização de máscaras”, afirmou.

Robson Reis também destaca a importância das vacinas para se proteger contra as infecções. “É importante manter as vacinas em dia, para a Covid-19, principalmente as doses de reforço, a vacina da gripe e até mesmo as vacinas contra infecções bacterianas, a do pneumococo.”


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