A Prefeitura de Belo Horizonte apresentou o projeto Semáforos Inteligentes, iniciativa que marca uma nova etapa na modernização da mobilidade urbana da capital mineira. Integrado aos Projetos Transformadores Mobilidade Para Todos e Cidade Inteligente, o sistema utilizará inteligência artificial, monitoramento em tempo real e gestão remota para otimizar o fluxo de veículos e reduzir congestionamentos. Nesta primeira fase, aproximadamente metade do parque semafórico da cidade passará a contar com tecnologia inteligente e integração a plataformas de navegação.
A previsão é que os primeiros equipamentos comecem a ser instalados em agosto. Diferentemente dos controladores convencionais, que funcionam com tempos fixos e previamente programados, os novos semáforos utilizam sensores, câmeras e algoritmos capazes de identificar o volume de veículos e ajustar automaticamente os ciclos de abertura e fechamento dos sinais. Os cruzamentos também passam a operar de forma integrada, compartilhando informações para melhorar a circulação nas principais vias da cidade.
Durante o lançamento, o prefeito Álvaro Damião afirmou que Belo Horizonte passa a utilizar tecnologias adotadas em grandes centros urbanos do mundo para melhorar a mobilidade. Segundo ele, o projeto foi desenvolvido não apenas para beneficiar motoristas, mas também para ampliar a segurança e a qualidade dos deslocamentos dos pedestres.
De acordo com o diretor-presidente da Prodabel, Fernando Lopes, os primeiros resultados deverão ser percebidos logo após a implantação dos equipamentos. A estimativa inicial é de redução de aproximadamente 10% no tempo de deslocamento nos trechos contemplados. Com o aprendizado contínuo da inteligência artificial, previsto para ocorrer ao longo de cerca de três meses, a expectativa é alcançar redução entre 30% e 35% no tempo gasto pelos motoristas nos horários de maior movimento.
A primeira etapa do programa prevê a substituição de aproximadamente 500 controladores semafóricos. Os novos equipamentos serão instalados prioritariamente em corredores de grande circulação, como as avenidas Cristiano Machado, Antônio Carlos, Pedro II e Amazonas, além de importantes vias das regiões do Barreiro e de Venda Nova.
O projeto também contempla a criação de uma plataforma integrada para reunir informações de mobilidade urbana em um único sistema. Inicialmente, a ferramenta será conectada aos aplicativos de navegação e, posteriormente, ao programa Muralha, permitindo integrar dados de trânsito, videomonitoramento e segurança pública.
Outra inovação será a priorização automática do transporte coletivo e de veículos de emergência. Os algoritmos identificarão ônibus, ambulâncias e viaturas, ajustando os tempos dos semáforos para facilitar seus deslocamentos. A tecnologia também permitirá intervenções rápidas durante grandes eventos realizados na capital.
Segundo a Prefeitura, as novas ferramentas ampliarão a capacidade operacional da BHTrans e da Superintendência de Mobilidade do Município, que passarão a contar com informações em tempo real e recursos preditivos para responder com maior rapidez a acidentes, retenções e outras ocorrências no trânsito.
Além da melhoria da fluidez, o projeto busca reduzir a emissão de poluentes ao diminuir o tempo em que os veículos permanecem parados nos cruzamentos. A administração municipal também pretende expandir gradualmente a tecnologia para todo o parque semafórico da cidade por meio de futuras licitações, consolidando um modelo de gestão inteligente da mobilidade urbana em Belo Horizonte.
Foto: Rodrigo Clemente/PBH

