De olho em uma estrutura partidária mais robusta, o governador Romeu Zema (Novo) já cogita o nome do deputado federal Bilac Pinto (União Brasil) como seu candidato a vice na candidatura à reeleição em Minas Gerais.
Deputado federal no quarto mandato consecutivo, o nome de Bilac é cobiçado por Zema por causa do tamanho do União Brasil. A grande bancada e o número de prefeitos garante capilaridade na campanha pelo interior.
Além disso, como o Novo não utiliza o Fundo Partidário, o União Brasil poderia usar esses recursos na campanha. Sem contar que o partido formado pela junção do DEM com o PSL é o mais rico do país, com cerca de R$ 1 bilhão em recursos somente dos fundos Partidário e Eleitoral.
Bilac já foi secretário de Governo de Zema no início do mandato do governador. Ele substituiu o tucano Custódio Mattos e ficou apenas por sete meses no cargo. Hábil negociador, conseguiu fazer o acordo de recomposição salarial com as Forças de Segurança em três parcelas, ainda em 2019. Saiu do governo no ano seguinte, após Zema vetar a proposta de reajuste que o próprio governo enviou para a Assembleia.
Bilac deixou o cargo dizendo que o veto tirou dele as condições de negociar com os deputados na Assembleia.
Com a provável escolha de Bilac, o deputado federal Marcelo Aro (PP) seria realocado na chapa como candidato ao Senado. Nome da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e do empresário Rubens Menin, Aro pressionava para ser o candidato a vice na chapa do governador. Publicamente, ele nega que tenha preferência a ser o vice de Zema, mas age nos bastidores para tal.
Se confirmado o nome de Bilac, outros dois secretários de Zema, que tinham esperança de compor uma chapa puro-sangue do Novo, vão ser escanteados. São eles o secretário de Governo, Igor Eto, e o secretário geral, Mateus Simões.
Entre eles, o nome de Simões despontou como o mais desejado pelo Novo para se manter “imaculado”, sem políticos tradicionais na chapa, mas, para conseguir fazer coligação, o Novo vai ter que abrir mão do “rótulo” de mais puro entre os partidos em todo o país.
Fonte O Tempo

